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Bagé andando no rumo certo, em cima do asfalto
Publicado em 14/09/2018

Divaldo Lara

Prefeito de Bagé
Divaldo Lara

Com 20 meses, já somos o governo que mais asfaltou nossa cidade comparado com os 16 anos do governo anterior. São cerca de 12 km contabilizando o que já foi feito e o que está em andamento. É matemático, só calcular. Esta semana, demos início a mais dois empreendimentos para melhorar a qualidade de tráfego e de vida dos moradores. Um deles é o início do asfaltamento no bairro Dois Irmãos, um total de 21 quadras, com previsão contratual de término de até 12 meses. Entretanto, a empresa garante que nos entrega em bem menos tempo que isso. O segundo, já em andamento, é a avenida Padre Abílio Sponchiado, que também sofria com os buracos e oferecia riscos de acidentes.  Os bageenses ainda continuam com aquele receio antigo de que, ao iniciar uma obra, outra pare. Explico que são frentes de trabalho distintas para obras diferentes. Enquanto em alguns lugares nossa Seinfra produz o material e realiza o trabalho com sua equipe, em outros são empresas contratadas para realizar o serviço. Aliás, falando na Seinfra, nossa usina de asfalto que antes produzia cerca de 15 toneladas de material, agora está produzindo mais de 200. Temos a total certeza de que asfaltar é a solução ideal para nossa cidade e, por isso, estamos nos empenhando tanto nesse sentido. Ainda não foi possível chegar a muitos lugares, sabemos disso, mas não falta esforço, empenho e trabalho para que cheguemos a esse ideal.  Mas voltando aos 12 km sobre os quais falei no início, hoje existe asfalto na avenida Atila Taborda, lugar onde os moradores da zona norte, durante 40 anos enfrentaram buracos, poeira e barro. Também está asfaltado o anel rodoviário, aquele projeto que, por anos, se discutia apenas no papel e que, hoje, beneficia o trajeto que passa pela Vila Gaúcha, Floresta, Stand e arredores. Foram quase 30 anos de espera. Concluímos também. As ruas centrais Dr. Penna, Monsenhor Costábile Hipólito, o acesso à Unipampa, na zona leste, a PM Éverton, Quero Quero. Para a entrega de residenciais, o governo federal exige que o acesso seja asfaltado. Neste caso e para que pudéssemos entregar o Residencial São Sebastião, no ano passado, asfaltamos o trecho da rua Darcy Rodrigues Bello e, hoje, 300 pessoas estão morando em seus apartamentos; aliás, daqui alguns dias, comemora-se um ano. Falando em residenciais, estamos construindo 1164 novas moradias para entregar aos bageenses e já nos adiantamos no quesito asfalto. O acesso as 564 casas, no Morgado Rosa, na rua Breno Machado, já está asfaltado. As outras 600 moradias, que serão apartamentos, estão localizadas na avenida Espanha, que já conta com a pavimentação. Faltou citar uma obra importante, uma das primeiras que realizamos, a avenida Itália, no trecho lateral ao Hospital Militar. O trecho, que também foi muito aguardado pelos moradores, já completou um ano de entrega e, agora, partiremos para duas novas fases. À esquerda, a rua Fernando Ferrari, que oferece continuação ao norte da avenida Itália, está no projeto do bairro Dois Irmãos e será asfaltada. E a continuação ao sul, naquele trecho entre a avenida Angélica Jardim até a entrada do bairro Passo das Pedras, também já está nos nossos planos. Só não iniciamos aquele trecho de asfaltamento devido à falta de recursos para realizá-lo em sua totalidade.  Falando em falta de recursos, nossa cidade só não está mais asfaltada hoje devido às dívidas deixadas pela má gestão dos governos anteriores, o que inclui, entre outras, o pagamento de precatórios – aliás, somos a segunda cidade em situação mais grave no Estado nesse sentido –, além de um empréstimo feito em dólar no passado. Se, quando contraído, o dólar valia um real e 70 centavos, hoje vale quatro reais. E quem paga esse prejuízo de um contrato mal feito são os bageenses, que sofrem com ruas esburacadas e não se tem registro do uso desse recurso de 12 anos atrás.  Nem é preciso ser gestor para ver que é um mau negócio. Mas entre todos essas questões, o mais gratificante é ver a alegria e a confiança sendo devolvida aos bageenses, recuperando o status de rainha para nossa cidade, com o retorno que todo governo deveria oferecer aos seus cidadãos. Quem disse que Bagé não podia?  

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