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As boas notícias e o desenvolvimento
Publicado em 04/08/2017

Divaldo Lara

Prefeito de Bagé
Divaldo Lara

Prefeito de Bagé

Cada vez mais os novos tempos nos avisam que precisamos uns dos outros, que somos indizíveis, não estamos sozinhos e não podemos ficar sozinhos.
Somos parte de um todo.
Tenho dito e repetido que é importante, nessa nova caminhada de Bagé rumo ao desenvolvimento econômico, a produção de boas notícias. Coisas boas de nossa terra devem correr o Estado, o País, a América Latina, enfim. É preciso ser visto com bons olhos para que o desenvolvimento aconteça. Temos obtido bons resultados. Porém, esse é um projeto que depende de todos e seus laços com o município.
Talvez, por isso, quarta-feira última, a sessão, na Câmara Federal, que impediu o Supremo Tribunal de analisar a denúncia de corrupção passiva contra o presidente da República foi tensa para muitos prefeitos Brasil afora. Não se trata, simplesmente, de ser contra ou a favor deste ou daquele. Trata-se de um país à deriva, que a cada turbulência como impeachment, ameaça de impeachment ou suspensão de política governamental, mexe com a estrutura do país, que está nos municípios. 
Depois de dois anos de grande recessão, com queda de 10% da renda per capita, a economia não está mais caindo. O que já é motivo de comemoração.  E não deveria ser. Afinal, é como se parássemos de uma queda livre que vinha do 20º andar, chegamos ao 10º. Que não é garantia de nada. Principalmente, se a sensação é que continuaremos a cair. Tomara que não. Porque, nesse meio todo está Bagé e a nossa proposta de dar fim ao isolamento e à estagnação.
O Brasil vive um momento delicado sob o ponto de vista econômico. Sabemos muito bem o que nos fez chegar a esse ponto, que política desviou o país para a estrada em que se encontra. Mas não é permitido parar para reclamar, esquecer compromissos, deixar de fazer e jogar a culpa na atual situação. Assim fosse, não teríamos feito tanto nesse nosso curto tempo de prefeitura.
Queremos fazer de Bagé uma terra onde dá para investir, uma terra de qualidade de vida para morar, uma terra de perspectivas. Então, por óbvio, queremos um país de economia estável, de instituições fortes.
Na semana passada, quando o Programa Repórter Bandeirantes foi apresentado direto de Bagé para todo o Estado, tendo por estúdio a Leb Livraria, percebi que não estamos sozinhos.  Há quem nos veja bem e queira nos ver fora do isolamento. São os laços com o município, como citei no início deste artigo. O diretor geral do Grupo Bandeirantes de Comunicação no Rio Grande do Sul, Sérgio Cóssio, é um bageense de coração, que fez questão de estar presente durante o programa e foi importante para a transmissão direta de nossa cidade. Cóssio viveu aqui dos 6 aos 18 anos, depois retornou para trabalhar e tem dois filhos nascidos em Bagé. Ele é um exemplo desses laços tão importantes e faz parte da grande rede em prol da Rainha da Fronteira.
Precisar de todo mundo significa fortalecer vínculos, contar com forças que podem nos reerguer. Precisar de todo mundo, quer dizer abrir-se, sem tensões, sem medos, e tornar nossas mentes e corações prontos para ser aquilo que tanto queremos ser: um município desenvolvido com oportunidades para todos os seus, um município em que a sociedade em seu todo e os investidores saibam que dá para confiar.
Assim sendo, é normal que receemos turbulências de Brasília ou de qualquer outro lugar. Quando ocorrer, enfrentaremos. Porém, um projeto envolvendo tantos, em que são necessários investimentos fortes em infraestrutura, como barragem, pavimentação, energia e linha aérea, precisa andar ao lado das boas notícias que podemos produzir, boas notícias que cheguem aos ouvidos de investidores, de pessoas de bem, que queiram fazer de nossa terra um lugar maravilhoso para bons negócios profissionais e com qualidade para viver.
A nossa proposta é clara: desenvolvimento com o envolvimento de todos. Só com desenvolvimento poderemos ter uma cidade mais justa e feliz. Luta e disposição para chegar ao objetivo não faltam.

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