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18 meses de valorização da Câmara Municipal
Publicado em 01/07/2016

Divaldo Lara

Prefeito de Bagé
Divaldo Lara

Presidente da Câmara de Vereadores de Bagé

Quando estive na Aciba, na semana passada, para prestar contas sobre o meu trabalho à frente da Câmara, cheguei com a certeza do dever cumprido. Os planos traçados tiveram seus principais pontos concretizados.
Qualificar o quadro de pessoal do Legislativo é um de meus maiores orgulhos. Em primeiro lugar porque o trabalho fluirá melhor. Aliás, já está fluindo. Por outro lado, há mais de 30 anos ninguém parou para pensar o futuro da Câmara de Vereadores. E isso, impreterivelmente, passa pelo Concurso Público, pelo Plano de Carreira moderno, com meritocracia, por aprimorar a informatização e abrir a TV Câmara para todos os bageenses, um canal forte de transparência da atuação política.
A redução de Cargos em Comissão (CCs), redução dos maiores salários e valorização dos servidores de carreira fizeram parte da nossa gestão na presidência.
Porém, nada disso seria válido, se o gestor não estiver próximo à comunidade, compreendendo seus anseios e buscando solução.
Junto à Mesa Diretora, com Antenor Teixeira, Edmar Fagundes e Sonia Leite, pensamos as diretrizes de trabalho através da inserção na comunidade, em suas instituições representativas, como sindicatos, associações, clubes de serviços, universidades e, mesmo, com problemas individuais de comprovada urgência, como a cirurgia cardíaca do menino Bernardo. Não havia como a Câmara ser insensível aos anseios da família, ante um problema tão grave. Ou, por exemplo, nas campanhas do Lions Solidariedade ou da Fazenda Esperança, de combate às drogas. Também incluo nos exemplos o Planetário da Unipampa e o Complexo Esportivo do IFSul, necessidades de um município que tem de priorizar a educação como meta principal para o seu desenvolvimento.
São tais ações que tornam o Legislativo inserido na comunidade, protagonista de um novo tempo, em que os agentes políticos necessitam ter uma visão holística da cidade.
Ainda na prestação de contas à Aciba, relatei sobre o projeto do shopping center, aprovado na sessão histórica de 21 horas. Lembrei que depois do ocorrido não haverá administrador público em Bagé que se negue a oferecer ao empreendedor local as isenções que estão sendo oferecidas a quem vem de fora. Priorizar o empreendedor da nossa cidade é uma questão de respeito, de consideração e de valorizar o que é da terra. Quem vira as costas aos seus não é confiável. Eu não podia ser contra o projeto, principalmente por vir ancorado no aceno de desenvolvimento e vagas de trabalho, mas assinalei o meu protesto: por que oferecer facilidades aos que vêm de fora e os rigores da lei aos empreendedores locais?
Enfim, o trabalho continua na Câmara, sempre com entusiasmo, próximo às comunidades e entendendo que os problemas da cidade têm um foro de debates com possibilidades de encontrar solução: o Legislativo Bageense.



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