Um antigo de boxeador de Bagé
Publicado em 15/07/2017

Cid M. Marinho

Cidade: Bagé / RS
Cid M. Marinho

Foto: Reprodução/FS

João Carlos Corrêa Curzio nasceu em Bagé, no dia 17 de dezembro de 1913. Era filho de José e Joaquina. Com 15 anos de idade, começou a trabalhar na antiga loja “A Instaladora”, e em pouco tempo tornou-se profissional em instalações elétricas e hidráulicas. Gostava de praticar esportes de impacto, jogou futebol, mas acabou se dedicando às lutas de boxe. João Carlos tinha boa altura e um físico privilegiado, logo se destacou como excelente boxeador nas academias onde treinava. Em Bagé, lutou em ringues montados nos extintos teatros “Coliseu” e “Esperimental”.
Aos 24 anos, Curzio desafiou o campeão dos “pesos-pesados” do Estado. Foi a Porto Alegre, e no ginásio do I.P.A. venceu a luta, e tornou-se o novo campeão, em 1937. Ele conseguiu manter o título de “Campeão Estadual” até 1949. Foi um fato inédito para um boxeador de Bagé, transformando-se um verdadeiro “herói” na nossa história esportista. Sempre foi muito festejado pelo povo em geral.
Em 1946, ele resolveu desafiar o então “Campeão Brasileiro”. A luta aconteceu no Rio de Janeiro, e foi um combate intrincado, com golpes violentos, de ambos os lados. Os mais apaixonados pela “nobre arte”, de esgrimir com os punhos, dizem que João Carlos ganhou a luta por pontos. Mas os juízes acabaram dando a vitória para o pugilista que defendia o título nacional. João Carlos voltou para Bagé, com o título de vice-campeão brasileiro. Até hoje nenhum outro boxeador bageense conseguiu repetir tal feito histórico.
Com o dinheiro que ganhou nas lutas de boxe, João Carlos comprou uma casa para morar com a sua família na rua Dr. Penna. Ele foi casado com Lurdes Maria e teve os filhos Sirlei, Jair, Carlos Luís e Fernando. João Carlos morreu em 14 de abril de 1983, aos 70 anos de idade. Seus restos mortais estão no jazigo da família, no cemitério da Santa Casa de Bagé.

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