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Pequenas biografias de músicos bageenses
Publicado em 16/07/2018

Cid M. Marinho

Cidade: Bagé / RS
Cid M. Marinho

Foto: Alina Souza / Especial FS

Antônio Silva Farias, nasceu em Bagé, no dia 31 de Janeiro de 1940. Filho de João Farias e Ramona Silva Farias. Desde cedo, aos 13 anos de idade, passou a se interessar por música. Aprendeu a tocar violão e bateria, com o professor Américo Bogado. Em 1959, Farias foi para o exército, serviu no 25º G.A.C. Aprendeu a tocar clarim, e tornou-se o clarinetista do quartel. Foi convidado para fazer parte da Banda Militar, mas, por não gostar das rigorosas normas do exército, pediu a sua baixa em 1962. Farias casou-se com Jurema Ignes e da união do casal nasceram os filhos Marco Antônio, Maristela, Miguel Ângelo e Maria Betânia. Trabalhou com serviços gerais, por vários anos, na RBS-TV Bagé. Em 1966, criou o “Trio Acapulco”, tocavam boleros no estilo do Trio Los Panchos. O trio era formado por Farias no violão base, Hélio Orrigo (seu principal amigo em vida) no violão solo, e Onildo (natural da cidade de Rio Grande) no bangô e maracas. O trio se apresentava em bares, clubes, e casas noturnas de Bagé. Depois de algum tempo, Farias foi integrar um grupo de músicos brasileiros, que tocavam em Montevidéu e Buenos Aires. Ele morou nas duas capitais portenhas. A parceria com o grupo durou cinco anos. Em 1984, foi convidado para tocar contrabaixo, no grupo tradicionalista “Dorival e os Missioneiros”, de Porto Alegre. O grupo se apresentava, com sucesso, nas principais cidades do Estado. Com o passar dos anos, surgiram os problemas com artrite e gota, Farias foi obrigado a se aposentar como músico. Ainda em Porto Alegre, ele investiu no comércio de livros e revistas usadas, trabalhou na capital gaúcha, até meados de 2000. Em seguida, ele volta em definitivo para Bagé, e continuou a sua atividade comercial, até 2015. Farias morreu no dia 25 de maio de 2017, aos 77 anos de idade. As informações desta biografia foram gentilmente cedidas por José Silva Farias, mais conhecido como "Nonoca", irmão do homenageado.  

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