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O doutor Tarcísio Taborda
Publicado em 19/02/2018

Cid M. Marinho

Cidade: Bagé / RS
Cid M. Marinho

Foto: Alicia Ibañes/Especial FS

Fotógrafo, arquivista e pesquisador

Tarcísio Antônio Costa Taborda, filho de Attila Taborda e Júlia Costa Taborda, nasceu em Bagé, no dia 13 de julho de 1928. Foi historiador, magistrado e professor universitário. Desde cedo, demonstrou sua preocupação e interesse pela riqueza cultural de nossa terra. Menino ainda, já se voltava  para temas literários, e participava de lides teatrais.
Na sua juventude, Tarcísio  dedicava-se à coleta de documentos e objetos, relacionados com seus antepassados. Estreou nas letras ao escrever para a página infantil do jornal do Estado. Seus artigos sempre foram sobre a gesta de seu torrão nativo, a sua tradicional Bagé, tornando seu nome difundido em publicações no Correio do Sul, Diário de Notícias e Correio do Povo.
Tarcísio fundou o Museu Dom Diogo de Sousa, onde conseguiu reunir um importante acervo sobre a gente e sobre os fatos históricos da nossa região. Também tratou de preservar as fundações do Forte de Santa Tecla, e ali ele criou outro museu, para recolher as peças, que eram encontradas nas escavações que pessoalmente orientava.
Pelo seu trabalho constante, desenvolvido no campo histórico e na área intelectual, foi conduzido ao Conselho Estadual de Cultura. Ao Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, à Academia Rio-grandense de Letras, e à Academia de Letras de Curitiba. Também recebeu as seguintes condecorações: Medalha Cultural Imperatriz Leopoldina, do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo; Medalha Mérito Santos Dumont, do Ministério da Aeronáutica; e a Medalha do Pacificador, do Ministério do Exército.
Tarcísio morreu em um desastre de automóvel, em 13 de março de 1994, aos 66 anos. Ele é o patrono do Núcleo de Pesquisas Históricas e do Arquivo Público Municipal. 

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