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Cassius Clay
Publicado em 25/09/2017

Cid M. Marinho

Cidade: Bagé / RS
Cid M. Marinho

Foto: Alicia Ibañes/Especial FS

Cassius Marcellus Clay Jr. também chamado de “Muhamad Ali”, após ser convertido muçulmano, nasceu em Louisville, em 17 de janeiro de 1942. Considerado um dos maiores pugilistas norte-americanos dos pesos-pesados, na história do boxe mundial. 
Clay começou sua carreira no boxe, ganhando nove títulos pela “Amateur Athletic Union” e a medalha de ouro dos “meio-pesados” nas Olimpíadas de Roma, em 1960. E conquistou o título mundial de “campeão pesos-pesados”, ao derrotar em 1964, o experiente Sonny Liston. Perdeu o título em 1967, e foi proibido de atuar por três anos e meio, ao se recusar a lutar na Guerra do Vietnã. Recuperou o título, mas logo perdeu para Joe Frazier. Em 1974, ganhou de novo ao vencer George Foreman, em luta realizada no Zaire. Perdeu o título, novamente, para Leon Spinks, em 1978. Retomou de Spinks, em seguida, se retirando do boxe, ainda campeão.
Entretanto, a aposentadoria de Clay teve curta duração, ele retornou para enfrentar o novo campeão Larry Holmes. A luta foi motivada pela necessidade de Clay ganhar dinheiro. Recebeu 8 milhões de dólares. O maior cachê da história do boxe até aquela época. A luta aconteceu em 2 de outubro de 1980, com Holmes facilmente dominando Clay, que estava enfraquecido pela medicação usada para curar a tireoide. O treinador Ângelo Dundee finalmente parou a luta, após o 11° round. O nocaute técnico marcou o fim do prestígio de Clay, que apesar de as súplicas para se aposentar definitivamente, resolveu lutar uma última vez, contra Trevor Berbick, em 1981, em Nassau, nas Bahamas, perdendo por pontos, numa decisão de dez rounds.
Nos últimos anos de vida, Clay foi diagnosticado com a doença de Parkinson. Em 2010, ele chegou a viajar para Israel para fazer um tratamento experimental com células-tronco. No entanto, no dia 3 de junho de 2016, morre Cassius Clay aos 74 anos de idade, em Phoenix, Estados Unidos. Nos carros que fizeram o cortejo fúnebre de Clay havia desenhos de borboletas em referência ao estilo de lutar de Muhamad Ali que afirmava sempre: “flutuar como uma borboleta e picar como uma abelha”. 


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