Uma pirueta, duas piruetas
Publicado em 03/07/2013

Folhinha

Bageense que integrou casting do Cirque du Soleil como acrobata aéreo monta projeto de desenvolvimento infantil

Foto: Divulgação/FS

Assim como na letra da música "Piruetas", de Chico Buarque, o circo desperta nas crianças grandes sensações. Além da graça dos palhaços, as surpresas do mágico e os malabaristas com suas acrobacias despertam, além da curiosidade, vontade de imitar os movimentos. No sentido de mostrar este universo, o professor bageense e técnico em artes circenses, Matheus Rocha, de 22 anos, criou o projeto Artecircência.
O malabarista formado pelo curso profissionalizante de Artes Circenses da Escola de Circo de Londrina já trabalhou com o circo da China em 2009 e, em 2010, participou do grupo de artistas do Cirque du Soleil como acrobata aéreo. O objetivo da Artecircência é trabalhar com todos os tipos de faixas etárias, tendo o importante papel no desenvolvimento físico-motor e criativo das crianças.
Rocha explica que os exercícios acrobáticos trabalham o equilíbrio e o condicionamento físico. “Os malabares, a coordenação, a concentração das crianças e os diversos exercícios teatrais, da dança e da arte em geral, trabalham a criação, a imaginação infantil. No caso das escolinhas, o Artecircência trabalha com atividades focadas no lúdico e no desenvolvimento motor, tão importantes para as crianças de zero a seis anos. Tudo é levado como uma grande brincadeira para as crianças, enquanto, na verdade, estão aprendendo e se desenvolvendo”, explica.
O professor ainda fala que, além do aspecto físico, a arte circense ajuda no desenvolvimento emocional dos pequenos. “Crianças que sofreram de síndromes voltam a aprender movimentos básicos, como caminhar ou pular, ou que antes não interagiam com seus colegas aos poucos se integram ao grupo. O circo, mais que muitas outras áreas artísticas, exige trabalho em grupo, cooperação e dedicação mútua entre todos os envolvidos. Então, no fim, até mesmo aquelas crianças mais tímidas ou com dificuldades de convivência entram nas atividades e acalmam os ânimos”, esclarece.
Ele conta que o trabalho iniciou com a escolinha Cavalinho de Pau. “O projeto recentemente começou com as turmas de dois a seis anos. A arte do circo pode trabalhar com crianças, adolescentes e adultos nas instituições, assim como realizar oficinas independentes em eventos ou formações e, acredito que, sendo o circo uma arte tão cheia de facetas e benefícios, será um trabalho interessante de se realizar na cidade”, pontua.
Para encerrar, Rocha destaca os benefícios que os exercícios trazem para o desenvolvimento. “O circo é uma arte que une, que faz perder a timidez, que serve como exercício físico e mental. O circo trabalha o teatro, trabalha a dança e, até mesmo, a música. É um estilo de arte que engloba a todos os outros tipos e ainda cumpre importante papel na formação, humanizando as crianças e preenchendo seu poço cultural. É saudável, é divertido e é difícil encontrar alguém, de qualquer faixa etária, que não goste de uma aula ao experimentá-la”, finaliza.

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