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Primeiras palavras do bebê 
Publicado em 05/12/2019

Folhinha

Foto: Divulgação/FS

Os primeiros anos de crescimento dos filhos são cheios de descobertas e momentos mágicos para a família, sendo que cada aprendizado da criança vem acompanhado de muita alegria. Nesse contexto, a ansiedade de ver o bebê andando e conversando pela casa só aumenta. A expectativa pelas primeiras palavras é ainda maior, visto que a fala aumenta a interação entre pais e filhos. Nesta edição, saiba mais sobre o desenvolvimento da fala dos bebês.

Desenvolvimento da fala 

Segundo a fonoaudióloga Francine Coelho, a fala é um marco no desenvolvimento das crianças. Muito antes de pronunciar as palavras, o pequeno estuda a linguagem que os papais e as pessoas ao redor usam para se comunicar. Assim vão aprendendo a dizer o que veem, o que querem, o que sentem e muito mais, mas sempre respeitando o desenvolvimento mental, emocional e comportamental.
A profissional explica que, mais ou menos até o primeiro ano de vida, o choro e o riso são as únicas formas que o pequeno tem de se comunicar com o mundo. A partir dos três meses, ele pode emitir alguns sons, como “uaaah” e “oooh”, mas sem associá-los a um significado. Independentemente da língua de origem, as crianças de todo o mundo emitem os mesmos sons nessa faixa etária.
No entanto, ela explica que o bebê é capaz de compreender o próprio nome e o sentido das entonações. Por volta dos 12 meses, articula pelo menos quatro palavras; aos 2 anos, consegue formar uma frase simples com duas ou três palavras, tendo um vocabulário de cerca de 50 palavras, que aumenta para mais ou menos 200 a 300, aos 3 anos de idade.
Aos 3 meses, o choro é a principal forma de comunicação do bebê, sendo que ele chora de forma diferente para causas diferentes. Nesta idade, ele emite sons como "ahh" ou "hghh".
Entre 4 e 6 meses, o bebê começa a balbuciar e fazer sons, usando as vogais a, e, u e as consoantes d e b para ele mesmo se ouvir ou para os brinquedos. Pode tentar dizer algumas palavras, como "dada", "papa" ou "mama".
Entre 7 e 12 meses, o bebê começa a dar sentido aos sons que faz e tenta imitar as palavras que os adultos usam. É capaz de vocalizar palavras, como "papai", "babá" ou "mamãe", imitar a tosse ou fazer "psiu". Aos 12 meses, articula pelo menos quatro palavras, compreende e responde a uma ordem e aprendeu a usar duas ou três combinações de sons para obter comida ou brinquedos.
Por volta dos 15 meses, a criança consegue dizer entre quatro a seis palavras, indicando nomes e identifica o nome de um objeto. Aos 18 meses, ela produz cinco a 10 palavras e organiza frases com dois vocábulos. Começa a dar nome ao que vê como "neném", "pato" (sapato) ou "peta" (chupeta).
Entre 19 e 24 meses, tem um vocabulário de cerca de cinquenta palavras e usa até algumas inventadas por ele para pessoas ou brinquedos. Pode dizer o primeiro e segundo nome; geralmente, sabe o nome de tudo em casa. Consegue reunir duas ou três palavras para formar uma frase como "neném quer" ou "aqui bola".
Aos 3 anos, a criança é capaz de manter uma conversa e entender o que está sendo dito; tem um vocabulário de 100 a 200 palavras e é capaz de ter uma conversa básica.
De acordo com a fonoaudióloga, cada bebê tem o próprio ritmo de desenvolvimento, sendo importante que os pais respeitem isso, mas mantenham-se atentos. 
O atraso na fala pode acontecer quando não há estimulo por parte dos pais ou cuidadores ou resultante de algum diagnóstico mais preciso. Nestes casos, é importante observar se o bebê apenas não tem a fala desenvolvida para a idade ou se apresenta outras características, por exemplo, não reagir a estímulos sonoros ou certa resistência a interação com os pares e até mesmo com adultos. 
Para Francine, é importante o acompanhamento regular com o pediatra e avaliação com um fonoaudiólogo para analisar se o desenvolvimento da fala e linguagem do bebê estão ocorrendo como esperado. Caso necessário, deve-se iniciar a intervenção. 
A alimentação ofertada a criança também pode interferir na tonicidade muscular de órgãos fonoarticulatórios. Alimentos de consistência pastosa ou de fácil mastigação como massa podem resultar em uma mastigação ineficiente, ocasionando uma hipotonicidade muscular que pode dificultar a produção dos sons da fala.

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