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Matéria especial - Como lidar com a mentira?
Publicado em 11/07/2019

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A mentira aparece no universo infantil, mas a criança não tem a intenção de enganar os pais ou professores. Até os 5 anos, a verdade pode se misturar com a fantasia. Conversamos com a psicóloga Milena Leal para saber como lidar e ajudar os pequenos nestas situações.

Por que as crianças mentem?

Segundo a psicóloga Milena Leal, a criança ainda não entende bem o conceito da mentira. Muitas vezes, ela conta mentiras para melhorar a imagem dela perante os outros. É comum os pequenos mentirem para não decepcionar alguém querido, para conquistar algo que desejam, para fugir de responsabilidades, chamar a atenção dos pais, impressionar alguém ou para evitar um castigo.
Milena enfatiza que, quando muito pequenas, as crianças misturam fantasia e realidade, criando assim uma maneira própria de interpretar os fatos. “A criança pequena ainda não aprendeu a regular as emoções. A partir dos 8 anos, em média, ela já aprendeu sobre o significado real da mentira e o quanto pode ser prejudicial”, afirma a profissional.
Os maiores mentem por não conseguir lidar com a realidade, explica a psicóloga. Geralmente, o mentir está ligado à autoestima. Os pais podem notar, no comportamento dos filhos, se eles estão confortáveis consigo, se em conversas rotineiras eles aumentam ou modificam os fatos, sugere Milena.
Independente da faixa etária, nunca se deve corrigir esse problema com ameaças, declara a psicóloga. “Não se deve chamar a atenção da criança em frente aos amigos e colegas o chamando de mentiroso. A atitude que deve ser tomada é a do diálogo para se entender a razão da mentira. Muitas vezes, a criança quer chamar a atenção dos pais para si. O melhor a fazer é mostrar que se sabe da mentira, mas que se quer entender a razão dela”, aconselha.
Milena, como exemplo disso, cita: “Ao invés de dizer: - eu sei que você mentiu que fez os temas da escola! Diga: - Eu vi que você não conseguiu realizar as tarefas. Quer ajuda?”.
Para concluir, a profissional deixa claro que, nestas situações, deve-se também privilegiar o amor e o diálogo, para conseguir fazer com que a criança aprenda a regular seus sentimentos e entender cada um deles. Segundo ela, essa é uma tarefa dos pais, assim como estar presente e dar suporte às descobertas e orientar esses aprendizados.

   

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