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De volta ao lúdico
Publicado em 30/01/2020

Folhinha

Foto: Divulgação/FS

Jogos de tabuleiro se tornaram uma verdadeira febre no Brasil. E são ótimas opções para reunir a família durante as férias da criançada. O retorno ao lúdico é sinônimo de muita diversão e aprendizado. E, é claro, pode ser a oportunidade de construir memórias sem o celular, o computador ou o tablete como protagonistas.

 

A invasão dos jogos de tabuleiro

Jogos de tabuleiro são uma opção para reunir toda a família durante as férias da criançada. Não é à toa que nos últimos anos têm surgido vários estabelecimentos especializados nesse tipo de entretenimento. Os espaços não só vendem os jogos como também abrem as portas para que pais e filhos, ou grupos de amigos, possam aprender a jogar. Afinal, são vários os lançamentos durante o ano. Mas o que há de tão interessante nos jogos?! Para começar, há várias temáticas. Há aqueles que são voltados para o público infantil, infantojuvenil, adultos, e outros que objetivam a mobilização de toda a família.
O empresário Lissandro Torres trabalha há alguns anos com a comercialização de jogos de tabuleiro, mas também com a disponibilização de um espaço onde os interessados podem aprender a jogar. Questionado sobre o motivo pelo qual os jogos que têm feito tanto sucesso no Brasil, ele pontua: "Em um mundo tão impessoal, em que a tecnologia tanto aproxima e ao mesmo tempo afasta as pessoas, trazendo todos para este universo on-line, retrocedermos a atividades lúdicas, com pessoas que gostamos, família, amigos, e isso é uma coisa muito legal".
Torres relata que, por meio dos jogos, novamente é possível observar pessoas sentadas em uma mesa, "onde podem conversar, dar risada e se divertir sem ser via aplicativos, algo que incrivelmente, atualmente, parece muito difícil". Ele argumenta: "Desafio os leitores a irem em algum espaço social (bar, restaurantes, etc) aqui na cidade e não verem a maioria das pessoas utilizando o celular de alguma forma, mesmo estando em um grupo de pessoas que supostamente combinaram de sair para conversar".
Assim, ele opina que os jogos ajudam a mudar essa realidade em que todos parecem estar reféns da tecnologia. "O jogo de tabuleiro ajuda nisso de alguma forma. Da mesma maneira que um baralho, uma dama, xadrez", acrescenta.
São muitas as opções e não apenas Banco Imobiliário, WAR e Jogo da Vida, que são sempre os mais lembrados. "Hoje, temos jogos literalmente para todas as idades e gostos. Jogos cooperativos (em que os participantes jogam com um objetivo em comum), jogos competitivos, é claro; jogos de festa, de habilidade, puramente estratégicos e por aí vai", detalha.

Diversão em família

Torres, que é pai, defende a relevância dos jogos em oportunizar aos pais e filhos uma atividade diferente, em família. "É muito fácil ver crianças vidradas em vídeos de YouTube e jogos de celular, pouco interagindo com a família, o que pode até mesmo acarretar em um afastamento. É por isso que tem se tornado muito comum ver escolas, professores, e até mesmo psicólogos, adotando os jogos como ferramenta de ensino ou de terapia", ressalta.
Nesse sentido, ele menciona um projeto social chamado Ensino Lúdico, que é realizado na Rainha da Fronteira. "Levamos às escolas atividades com jogos de tabuleiro que são aplicadas juntamente aos professores. Atualmente, está em ação na escola Arnaldo Faria", comenta. "Na área da Educação, se sabe que os jogos podem trazer benefícios à integração entre os colegas de sala, interpretação de texto, fixação de conteúdo (jogos históricos e científicos), aprendizado de língua estrangeira e outros", pontua.

A demanda

Torres comenta que apesar da febre dos jogos ser recente, o mercado de jogos de tabuleiro apenas estagnou na América Latina entre a década de 90 até início dos anos 2000. Mundialmente, sempre houve demanda. "Então, de 2015  para cá estamos recebendo tanto esta demanda reprimida quanto os lançamentos", explica, sobre as opções disponíveis no Brasil.

Os mais pedidos

O empresário cita aqueles jogos que mais fazem sucesso entre o público infantojuvenil. Mas observa que são os  voltados para esse público os que mais são jogados  pelos adultos. "É até engraçado ver como o público adulto se diverte jogando. Engraçado no sentido de ver as pessoas todas céticas ao conhecerem um jogo novo e em minutos estarem dando risada, se divertindo e querendo jogar novamente ou conhecer outros", relata.
Na lista de Torres estão Rhino Hero, Fantasma Blitz, Saboteur, Spyfall, Musa, No Thanks, Hanabi e Animal upon animal. Esse último é a dica da reportagem do FKids. Animal upon animal é um jogo simples e divertido, pois cada jogador deve empilhar seu próprio conjunto de animais de madeira. Ganha quem conseguir se livrar de todas as peças primeiro. É claro que há desafios: um dado acrescenta variação à jogada, como a colocação de uma peça ou duas, a escolha de um animal por outro jogador e até mesmo o tamanho da base. É superindicado para toda a família e já foi eleito o melhor jogo infantil do ano (prêmio referente a 2017, quando ocorreu o lançamento). 

Pampa Play
Bagé terá um evento diferente em junho: é o primeiro Pampa Play. O encontro acontece entre os dias 12 e 14, na Pousada do Sobrado. A programação conta com atividades em um salão de jogos, churrasco em fogo de chão, café da manhã, passeio em Aceguá e em uma vinícola, com degustação de vinhos e queijos. 

Conforme a organização, a iniciativa é voltada para todos que queiram passar um final de semana em família ou entre amigos, com mais de 300 jogos de tabuleiro à disposição, além da possibilidade de participar de passeios e, ainda, de verdadeiras experiências enogastronômicas. Informações sobre custos e inscrições podem ser obtidas na página Pampa Play no Facebook. Será o primeiro evento do tipo na região Sul do país. A atividade contará com a participação de dois influenciadores do Rio de Janeiro, que produzem conteúdos voltados a jogos. 

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