Como proteger as crianças das doenças respiratórias?
Publicado em 24/07/2013

Folhinha

Foto: Reprodução/FS

As baixas temperaturas registradas nas últimas semanas acabam servindo como uma porta de entrada para doenças respiratórias, muito comuns nas crianças. Neste sentido, conversamos com a pediatra Cledinara Salazar para dar dicas do que fazer para evitar as doenças das vias aéreas.
A pediatra fala que, no inverno, a incidência de doenças respiratórias é mais frequente, devido a dois fatores. “O ar frio altera nossos fatores de proteção respiratória, pois o frio acaba dificultando que os nossos cílios umidifiquem, aqueçam e filtrem o ar que respiramos, nos fazendo ficar suscetível a processos infecciosos. O segundo fator que colabora para isso é a maior permanência em ambientes fechados com muitas pessoas”, explica.
Cledinara afirma que mesmo aumentando os riscos é preciso que se mantenham as crianças em ambientes fechados. “Não podemos deixar as crianças expostas ao frio, pois isso também aumenta as chances de pegar gripe, resfriados”, alerta. Ela acrescenta que os ambientes devem ser limpos e arejados com frequência.
Os cuidados diários com os pequenos também faz a diferença, enfatiza a pediatra. “É preciso que a criança esteja bem agasalhada, principalmente nas extremidades como mãos, pés e cabeça. A alimentação balanceada colabora para que a imunidade esteja adequada. Os bebês que mamam no peito, por exemplo, estão protegidos e têm duas a três vezes menos chances de desenvolverem quadros de doenças respiratórias”, revela.
As doenças mais frequentes são os resfriados, gripes e infecções baixas como as pneumonias. “Quadros alérgicos como bronquites, laringites e sinusites são comuns também neste período”, aponta. Ela explica que infecções respiratórias leves, se não cuidadas, podem evoluir para quadros mais graves. “Infecções na garganta podem se tornar otites”, diz.
Existem, hoje, vacinas que auxiliam na proteção dos pequenos. “Uma série de vacinas, antes dos dois anos de idade, colaboram para que o sistema imunológico fique mais forte. Vacinas como a penta e vacinas contra a gripe e pneumococo ajudam na proteção dos pequenos”, argumenta.
A médica salienta que a automedicação é um risco. “Muitas vezes, os pais automedicam a criança e acabam mascarando quadros mais graves. Por isso é tão importante a avaliação médica, para evitar que os quadros de gripes e resfriados não se tornem mais graves”, encerra.

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