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Como lidar com os palavrões?
Publicado em 28/02/2019

Folhinha

Foto: Alicia Ibañes/Especial FS

Crianças são esponjas: muitos pais já ouviram essa frase, que é uma verdade. Antes mesmo de entenderem o que estão falando, os pequenos costumam reproduzir o que ouvem pelos ambientes por onde transitam. Inclusive, dentro de casa. E atire a primeira pedra quem nunca falou um palavrão. Mas se seu filho é uma "esponja" que absorve e tende a repetir, como agir? Um estudo inglês feito com 1 125 funcionários de creches da Inglaterra mostrou que um em cada 10 cuidadores já ouviram as crianças falando palavrão. Além disso, 13% desses profissionais afirmaram presenciar um aumento geral do número de xingamentos.
Para a pesquisadora responsável pelo estudo, Sue Learner, não há surpresa em tal resultado. Sobretudo porque, atualmente, os "palavrões" são mais socialmente aceitos. O estudo ainda explica que é somente por volta dos 7 anos que a criança passa a ter noção do significado daquela palavra em seu vocabulário. Porém, é importante estar atento a essa que também é uma forma da criança se expressar.
Para a revistar Crescer, especializada quando o assunto é infância, é importante deixar bem claro que a criança reproduz o que ouve e vê dos adultos com quem convive. E que esta é uma fase normal dentro do processo de aprendizagem. E que é relevante, sim, os pais se policiarem o tempo todo para evitar que os pequenos saiam xingando por aí.
Ao mesmo tempo, a publicação destaca que é determinante identificar sentimentos que estão por trás daquilo: vale conversar sobre a raiva e estimular a criança a nomear o que está sentindo. A sugestão é explicar que falar palavrão não é a melhor forma de lidar com determinada situação e que uma atitude ou palavra pode magoar outra pessoa.
Para quando o pai falar um palavrão perto do filho, a sugestão é sentar com o pequeno e pedir desculpas por ter agido daquela forma. Vale até explicar o motivo (mas não é necessário detalhar problemas), mas que xingar não foi a melhor forma de lidar com aquilo. Para a revista, caso o diálogo não resolva, vale investir na criação de frases para que os xingamentos sejam substituídos. "A estratégia facilita o estreitamento dos vínculos, permite a vazão inteligente dos sentimentos e funciona como 'sinal vermelho' para entender quando a criança precisa de um pouco mais de atenção quanto a isso", ressalta a publicação.
Se, em casa, ninguém costuma falar palavrão, então vale ficar antenado naquilo que os pequenos estão assistindo, seja na televisão ou na internet - computador ou celular. 

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