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Aprender a empreender
Publicado em 05/09/2019

Folhinha

Foto: Divulgação/FS

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Com foco nas pessoas, ensinar a empreender, no ambiente escolar, gera impacto positivo no desenvolvimento das crianças e adolescentes. Com o objetivo de não só trabalhar habilidades, mas ensinar sobre transformação pessoal, com muita inspiração, criatividade e liderança, empreender tem relação com a formação de sujeitos protagonistas da própria vida.

Oportunidade de fazer acontecer 

O empreendedorismo ajuda a aproveitar potenciais e pode ser aplicado em qualquer nível da vida escolar. Como forma de encontrar alternativas para o desenvolvimento humano, a educação empreendedora mostra caminhos em que, geralmente, só se vê problemas. 
Neste contexto, como indica o conteúdo do site euempreendo.org.br, ensinar empreendedorismo significa formar sujeitos com senso de liderança, criação de soluções de problemas de forma criativa, experiência de trabalho em equipe, e a capacidade de se reinventar, adaptar-se ou se transformar em qualquer cenário. Assim, as escolas são o ambiente ideal para desenvolver esta habilidade, uma vez que acompanha o crescimento do indivíduo.
Com princípios que vão ao encontro do que determina a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) sobre educação socioemocional, no empreendorismo, o estudante tem a chance de fazer acontecer. Isto porque o foco do ensino está na essência humanizadora, que prioriza o bem-estar e as relações entre as pessoas, de forma intrapessoal e interpessoal. Desta forma, é possível desenvolver essas competências de maneira natural.
É uma oportunidade de aumentar o engajamento e, consequentemente, diminuir a evasão, já que, com as atividades, o aluno sente ter o controle do destino, transformando-se em uma pessoa independente e conscientizada. Assim, torna-se ainda mais prazeroso frequentar as aulas e a própria escola.

Empreendedorismo para escolas públicas
Com o objetivo de levar cultura empreendedora aos jovens de escola pública, o Movimento Cercle (@cerclemovimentador – grupo de voluntários com a proposta de fazer o bem por meio de pessoas, cultura, tecnologia, criatividade e inovação) realizou no dia 28 de agosto, em Bagé, a oitava edição do projeto Alimente uma Mente. Evento direcionado para jovens de entre 14 e 17 anos, que reúne dezenas de jovens para participar de workshops, palestras, oficinas e receber livros empreendedorismo, gestão de grana, vida e muito mais.
A iniciativa, que circulou por cidades como Porto Alegre, Capão da Canoa, Osório e Capão Novo, aconteceu na Escola Estadual de Ensino Médio Professor Leopoldo Maeron – Caic. Durante uma manhã inteira, dentro da própria escola, (das 9h às 13h), o Alimente uma Mente quer gerar novos aprendizados e visões de futuro para quem mais pode mudar os próximos tempos: os jovens.
Segundo os organizadores, Luiza Oliveira e Rafael Landa, a realização da atividade em Bagé contou com a parceria do Rotary Club Rainha da Fronteira, Rotaract Club Rainha da Fronteira e Sicredi Fronteira Sul.
Nesta edição, a palestrante Caroline Garcia fez um bate-papo sobre educação financeira; o cantor Rodrigo Flores contou sobre a trajetória na música e alegrou o evento com som; e a empresária Lara Morelli levou a arte por meio do projeto de ecobotlles, fazendo uma oficina de arte em garrafa. Além disso, houve uma agitada oficina de youtuber e de fotografia, com Rafael Landa e Bruno Gunter, respectivamente.

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