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Uma doença silenciosa 75512
Publicado em 02/08/2018

Folha Saúde

Foto: Alina Souza / Especial FS

Dados locais
O teste rápido está disponível não apenas no Sais como em todos os postos de saúde da rede municipal em Bagé, segundo informa a enfermeira Rosane González, coordenadora do serviço. São realizados, em média, 500 testes por mês em toda a rede.
 
O Estado possui, hoje, 457 municípios, e ao menos uma unidade de saúde oferece os testes rápidos para hepatite B e hepatite C, assim como em Bagé. Os exames de triagem são uma das principais ferramentas para o diagnóstico precoce dessas patologias. Eles contribuem para um maior controle da doença, possibilitando interromper a cadeia de transmissão por meio dos métodos de prevenção e tratamento.
 
 
Vacinação
A vacinação pode ser feita tanto em adultos como em crianças; o ideal é que a pessoa tenha a carteira de vacinação para verificar se há ou não necessidade da imunização. Isso porque, uma vez aplicadas todas as doses necessárias, a imunização não precisa ser repetida.
Em Bagé, cerca de 900 pessoas estão cadastradas no serviço, entre pacientes de hepatites B e C. O Sais conta com uma equipe multiprofissional, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e nutricionistas, entre outros. São recebidos, em média, três pacientes novos a cada mês, de acordo com Rosane.
 
No Rio Grande do Sul
A doença, que causa uma inflamação no fígado, apresentou queda no Rio Grande do Sul, entre 2016 e 2017, nos tipos B e C, mas se percebe um aumento considerável de casos confirmados de hepatite A. Há mais casos da doença até junho de 2018 que em todo o ano passado. As hepatites B e C, porém, são ainda as de maior incidência. A vacinação, hábitos de higiene e o uso de preservativo em relações sexuais são as principais formas de proteção para os diferentes tipos da doença.
A hepatite A costuma ter um tratamento mais simples e pode melhorar até mesmo sem que seja necessário algum cuidado maior. As hepatites B e C podem começar como uma infecção aguda. Se o vírus permanecer no corpo sem o tratamento adequado, pode resultar em doenças crônicas e evoluir para problemas graves no fígado, como câncer. Pode ocorrer a hepatite fulminante com insuficiência hepática aguda e levar à morte.
Segundo o Programa Estadual de Hepatites Virais, da Secretaria Estadual da Saúde (SES), foram 80 casos de hepatite A já registrados em 2018 contra 60 ao longo de todo o ano passado. Mais da metade dos casos foram em adultos (dos 20 aos 39 anos). Em 63% dos casos, a fonte de infecção identificada foi por alimento ou água. Contra a hepatite A, as crianças devem receber uma dose de vacina preconizada aos 15 meses de idade ou até completar os 5 anos.
 
Fonte de infecção
Os registros de hepatite B caíram, no Estado, de 1 601 casos (2016), para 1 434 (2017), e 582 em 2018, até junho. Já o tipo C ainda é o com maior incidência no RS. Foram 2 670 (2016), passando para 2 039 (2017) e 612 neste ano. Em ambos os tipos, a fonte de infecção mais comum foi a via sexual, com 15% e 14% respectivamente. Contra a hepatite B, a criança recebe uma dose ao nascer e os adolescentes e adultos tomam três doses, com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda, e de seis meses entre a primeira e a terceira dose. Ainda não há vacina contra o tipo C de hepatite.
 

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