Tipos de anestesia e indicação
Publicado em 27/11/2012

Folha Saúde

Foto: Divulgação/FS

Anestesia epidural na coluna vertebral

A anestesia geral compreende um estado inconsciente reversível caracterizado por amnésia (sono, hipnose), analgesia (ausência de dor) e bloqueio dos reflexos autônomos, obtidos pela inalação ou via endovenosa.
De acordo com o médico anestesista, Marcelo Kober, este procedimento geralmente é utilizado em casos de cirurgia do tórax e cabeça. “Estes locais são mais suscetíveis e sempre utilizamos a anestesia geral, pois são as vias áreas do paciente”, explica.
Os anestésicos líquidos levam à inconsciência quando seus vapores são inalados, juntamente com oxigênio e, usualmente, com o óxido nitroso. Já os anestésicos gasosos são administrados através da inalação e sempre associados ao oxigênio.
O médico anestesista, informa também, que a anestesia geral pode ser dividida em quatro estágios. O primeiro no início do adormecimento, quando o paciente respira a mistura anestésica no qual pode experimentar sensação, calor, tontura, formigamento e ainda consegue movimentar-se. O segundo estágio, é caracterizado por agitação psicomotora, gritos, falas, risos ou mesmo choro, o pulso torna-se rápido e respiração irregular, pode ser frequentemente evitado através da administração suave e rápida do anestésico. O terceiro, a anestesia cirúrgica, obtida através da administração contínua de vapor ou gás, quando o paciente já encontra-se totalmente inconsciente. E o quarto estágio, é atingido quando administrada uma quantidade excessiva de anestésico. “Sempre são ministrados em cirurgias de grande porte como gastroplastia, gastrectomia, enterectomia, abdominoplastia, mamoplastia, entre outros procedimentos”, enfatiza.
Já a anestesia local é empregada para procedimentos menores, nos quais o local cirúrgico é infiltrado com um anestésico como lidocaína ou bupivacaína.
Conforme explica Kober, este tipo de anestesia não envolve perda da consciência e depressão das funções vitais. “Apenas produz perda da sensibilidade temporária, causada pela inibição da condução nervosa”, conta.
Dentro das anestesias locais, temos a epidural, quando o anestésico é administrado no espaço espaço entre a dura-máter -  a mais externa das três meninges que envolvem o cérebro e a medula espinhal - e as paredes do canal vertebral. Neste caso não há perfuração da dura-máter e nem perda de líquidos, aponta o anestesista. “O bloqueio segmentar é produzido nas fibras sensoriais, espinhais e também nas fibras nervosas, podendo ser parcialmente bloqueadas”, informa.
O médico também afirma que há a raquianestesia, que geralmente é administrada ao nível da coluna lombar, obtida pelo bloqueio dos nervos espinhais do espaço subaracnóide. “O anestésico é depositado junto ao líquor, ocorrendo perfuração da dura-máter”, salienta Marcelo Kober.

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