Sofrer ou não sofrer, eis a questão
Publicado em 26/03/2013

Folha Saúde

Foto: Divulgação/FS

Desculpa tirar a ideia egocêntrica, mas você não é a primeira, muito menos a última pessoa a passar por uma dor, por um sofrimento que consideramos irreparável.
Sabe aquela dor que dói tudo, até a costela? Aquela dor que faz todos os músculos doerem e sua cabeça não parar de pensar? Sabe aquele sofrimento que parece que não vamos poder mais tocar em frente? Aquela dor que você pede que vá embora logo ou então você vai ser obrigado a tomar uma grande providência, tipo se “mudar pra Marte”?
Então... Esse sofrimento você sentiu, eu senti, o vizinho da esquina sentiu e milhões de pessoas continuarão sentindo. Pode ser uma perda definitiva, um negócio mal feito, problemas familiares, um amor que não deu certo, uma amizade que chegou ao fim. A causa do sofrimento varia de pessoa para pessoa, mas a dor, essa dor ela é igual, independentemente de raça, credo ou fé. Ela faz a gente querer acabar com tudo. E você começa a acreditar que definitivamente a força que rege o universo não vai mesmo com a sua cara.
Mas calma...
Aí que tá a coisa boa. Tem que doer, tem que doer muito. Porque é só doendo que aprendemos. Com essa dor a gente descobre forças desconhecidas, esperanças inabaláveis, pessoas que podemos contar e que somos grandes guerreiros. É através do sofrimento que passamos a pensar em nós, a analisar em um grande plano nossa existência e assim poder... recomeçar... e o recomeço gera angústia, frustrações e novamente... sofrimento... O que torna nossa vida em um grande ciclo que faz com que aprendamos que essa dor vai passar, que você não tá sozinho, que a pessoa que passou por você hoje no mercado também já sofreu.
Quando estamos sofrendo isso tudo pode não fazer muito sentindo, mas o tempo é um grande aliado na nossa cura e por mais clichê que isso possa parecer é a mais pura verdade. E você aprende. Aprende que um novo dia vai nascer e com ele um sol brilhando te encontrará.

Marcelo Motta – Psicólogo
SOMA

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