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Referência em reabilitação
Publicado em 30/05/2019

Folha Saúde

Foto: Juliano Kirinus


Bagé vai receber, dentro de pouco meses, um Centro Especializado em Reabilitação Física, Auditiva e Intelectual, serviço sob responsabilidade da Secretaria de Saúde e Atenção à Pessoa com Deficiência, que unifica e melhora a qualidade de atendimentos nas três modalidades. Na edição de hoje, saiba como será o funcionamento do CER III.


Conheça o CER III

O CER III, é o Centro Especializado em Reabilitação Física, Auditiva e Intelectual. É um projeto que deve ser disponibilizado pelo município que, segundo a coordenadora geral da Fisioterapia, Clarissa Collares, será instalado em um prédio locado nos fundos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), que cedeu o espaço e que também participa, compartilhando profissionais que atuam na reabilitação intelectual.
Os serviços do CER III já eram disponibilizados em Bagé, mas em diferentes locais, o que, muitas vezes, dificultava o deslocamento das pessoas, principalmente das que vinham de outras cidades.
A unificação dos atendimentos traz inúmeros benefícios. Além de dar agilidade, melhora a forma como a pessoa, que utiliza mais de uma modalidade, deve ser tratada, agora visto de forma integral, como um todo, trazendo mais qualidade ao tratamento em um espaço adequadamente estruturado e amplo, otimizando as vivências de cada um.
Com a implantação do CER III, o serviço, segundo Clarissa, deve receber o recurso financeiro de R$ 200 mil, por mês, por meio do Ministério da Saúde, para custear os gastos do espaço. A estimativa é que o local atenda, mensalmente, quase mil pessoas nas três modalidades. A indicação do município para habilitação foi publicada no Diário Oficial, pela Comissão Intergestores Bipartite do Rio Grande do Sul.
O secretário de Saúde e Atenção à Pessoa com Deficiência, Mário Mena Kalil, salientou que o município está em tratativas com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, na tentativa que seja assinada o quanto antes a portaria para a abertura do CER III.
Kalil enfatizou que o Estado já reconhece Bagé como uma unidade de referência nas três áreas e, com esse incentivo de R$ 200 mil, pretende melhorar ainda mais o serviço de reabilitação física da região. “Seremos o único Centro do Estado com oficina ortopédica”, comemorou.
O serviço é macrorregional e atende, hoje, 28 municípios do Rio Grande do Sul, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O CER III vem para trazer mais acesso, inclusão e qualidade de vida a todas as pessoas com deficiência, com acompanhamento de multiprofissionais e disciplinas, como declara a coordenadora da Reabilitação Física municipal, Cristiana Kovalscki.
O município irá reformar o prédio para compor os três centros. A expectativa, segundo as coordenadoras, é que, no final deste ano, o projeto já esteja em funcionamento.
“Salientamos que temos a consciência da demanda reprimida e dos vazios assistenciais que a macrorregião vem sofrendo e acreditamos que com a habilitação e o custeio do CER III essa situação seja solucionada, com a ampliação de oferta de primeira consulta e fornecimentos de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção (OPM)”, afirmam as coordenadoras, com base no projeto do Centro.

Por que de unificar os serviços?

O município pretende modificar a forma como são feitos os atendimentos, de modo a organizar as práticas em saúde em um único espaço, aderindo ao programa ministerial Viver Sem Limites e concretizar a proposta de um Centro em Reabilitação – CER III na região da Campanha do Estado do Rio Grande do Sul. A habilitação do CER III em Bagé objetiva a integralização no contexto de reabilitação para a pessoa com deficiência.
Tudo isso devido à demanda macrorregional e a necessidade de oferta do serviço com estrutura e funcionamento adequados para o atendimento à pessoa com deficiência; a necessidade de assegurar, acompanhar e avaliar a rede de serviços de reabilitação integrada, articulada e efetiva nos diferentes pontos de atenção para atender às pessoas com deficiência; o dever de superar barreiras de acesso aos serviços de reabilitação, bem como de outros da Rede de Atenção à Saúde; e a urgência de implantar a reabilitação intelectual  para a macrorregião.


Breve histórico do serviço de reabilitação

A Rainha da Fronteira vem contribuindo efetivamente para a inclusão e melhoria da qualidade de vida das pessoas com deficiência, ampliando o acesso dos munícipes e da macrorregião Sul do Estado aos serviços de reabilitação desde o ano de 2006, quando foram habilitados os Serviços de Reabilitação Física e Auditiva que são referência em tratamento e dispensação de órteses, próteses e meio auxiliares de locomoção (OPM) para pessoas com deficiência.
O serviço de saúde auditiva, que funciona anexo à Santa Casa, é hoje referência para a população da macrorregião Sul, onde fornece próteses auditivas, realizando acolhimento, avaliação, consulta, prescrição, reabilitação, concessão e treinamento para o usuário que necessita desse atendimento. Tem como objetivo a atenção diagnóstica e terapêutica especializada, de forma articulada e integrada com o sistema local e regional, desenvolvendo estratégias de promoção e recuperação da saúde auditiva e prevenção de danos.
O Serviços de Reabilitação Física (localizado na rua Marechal Floriano, 2 265) realiza a concessão e dispensação de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção (OPM) para a pessoa com deficiência. Além de avaliação funcional, prescrição, reabilitação e treinamento para uso adequado das OPMs e tem como objetivo principal a reabilitação clínica funcional das pessoas com deficiência, contribuindo, desta forma, para a melhoria das condições de vida, maior autonomia e independência nas atividades diárias.
O município também conta com uma Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae, localizada na avenida Espanha, 2 548), que foi fundada em 1967. Esse serviço faz parte do SUS desde 2007, sendo referência para toda a região. Além de vínculo com a Educação, a Apae é o serviço de referência no atendimento às pessoas com transtornos globais do desenvolvimento, deficiência intelectual e transtorno do espectro autista e conta com equipe multidisciplinar, que visa maximizar as potencialidades dos assistidos.
Tal vinculação organizou-se para acolher a rede assistencial de saúde de reabilitação intelectual, focalizando na prestação de serviços técnicos à pessoa com deficiência intelectual e autismo, promovendo, ainda, a integração à vida comunitária.

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