Radiologia e Diagnóstico por Imagem
Publicado em 14/05/2013

Folha Saúde

Foto: Divulgação/FS

Há pouco mais de 100 anos, era impossível visualizar o interior do corpo humano sem ter que abri-lo. Isso dificultava muito o diagnóstico de doenças e fraturas nos pacientes. Mas, em 1895, uma grande descoberta revolucionou principalmente a física e a medicina. Nesse ano, foi descoberto o Raio-X.
O físico Wilhelm Conrad Rontgen (1845-1923) fazia pesquisa num tubo de raios catódicos. No momento em que Rontgen ligou o tubo, aconteceu algo que não era esperado. Perto do tubo, uma placa de um material fluorescente brilhou. Esse brilho persistiu mesmo quando o físico colocou um livro e uma folha de alumínio entre o tubo e a placa. Passaram-se semanas até que o cientista entendesse o que saia do tubo. Rontgen fez a radiação atravessar por 15 minutos a mão de sua esposa (Bertha), atingindo, do outro lado, uma chapa fotográfica. Após a revelação desta, viam-se nela as sombras dos ossos, na primeira radiografia da história.
Como era uma radiação invisível, ele a chamou de Raio-X. Sua descoberta lhe valeu o prêmio Nobel de Física 1901. Na época, começo do século XX, ocorreu uma revolução na área médica, trazendo um grande avanço de diagnóstico por imagem. São exemplos disso a Tomografia Computadorizada e a Ressonância Magnética, métodos de rastreio essenciais para a detecção de lesões ou maleficências.
Nesta edição, o leitor do FOLHA SAÚDE poderá saber sobre as novas técnicas de radiologia e, também, descobrir o que é esse método que auxilia os profissionais da medicina a descobrirem onde estão as lesões no corpo humano. A médica radiologista Alice de Araújo Salis explica como é esse trabalho.

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