Queda de cabelo e seus culpados
Publicado em 02/04/2013

Folha Saúde

Foto: Divulgação/FS

A queda de cabelo depende de diversos fatores para acontecer. Há os internos e externos. Os internos são doenças, hormônios e genéticos. Já os externos são o uso de secadores, chapinhas, químicas e escovação.
O médico dermatologista, Paulo Machado, explica alguns destes fatores e como deve ser conduzido o tratamento.
Quedas de inúmeros fios e sensação que o couro cabeludo está ficando sem cabelos, em alguma parte, pode ser um fator genético ou hormonal.
De acordo com o médico dermatologista, tanto o fator genético quanto os hormônios podem levar à alopecia androgenética, a calvície. “Se o homem já tem na família o pai calvo, com certeza ele ficará sem cabelos. Há apenas a reconstrução capilar como tratamento”, explica.
Dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Restauração Capilar apontam que, cerca de 25% das brasileiras, entre 35 e 40 anos, apresentam ou vão apresentar algum grau de calvície - os fios vão rareando na parte de cima da cabeça, na região da testa, e, dependendo do estágio, chega a dar para ver o couro cabeludo.
Outros fatores de queda capilar são o stress, anemia, alterações na tireóide, dieta pobre em proteína e a mudança de temperaturas e estações. “Os cuidados com a alimentação são imprescindíveis. Se a alimentação for pobre em vitaminas, terá esse fator contribuindo para a queda de cabelo, além de algumas doenças que fazem cair os fios”, orienta.
Machado destaca que o tratamento deve combater a causa. Se o vilão for o stress, deve-se seguir uma alimentação balanceada e rica em ferro. Se o problema for o corte drástico de calorias e de proteína, são indicados tratamentos clínicos. “Com a mudança de estação, já se sente a queda capilar maior, mas com a chegada do frio, a perda de cabelo diminui”, ressalta.
"Também podem ser responsáveis pela alopecia muita química, como pinturas, descolorantes, alisamentos, chapinhas, secadores e, escovação com muita força e tração. Devem ser feitos testes antes de aplicar as químicas e também ter cuidado ao pentear os cabelos e fazer penteados, evitando a queda”, declara Machado.
Há também a doença autoimune, que é a alopecia areata, aquela que faz o cabelo cair de repente, deixando pelada uma área do tamanho de uma moeda de um real, comenta Machado. “Ela ocorre porque o organismo desenvolve anticorpos contra o bulbo capilar, que deixa de produzir fios. As vítimas preferenciais têm entre 15 e 29 anos. Há tratamento para esta situação e deve ser feito com especialistas”, relata.
Doenças como gripe, infecções, tireóide e taxas hormonais com alguns problemas também são vilões na queda capilar. “O organismo vai concentrar as energias em combater esses males e, com isso, deixa o cabelo em último plano”, finaliza.
Outros fatores que podem levar à queda capilar são:
- Dieta pobre em carne vermelha: na falta do alimento, há o risco de você absorver menos ferro, o que compromete a chegada de oxigênio ao bulbo capilar. Logo, o fio nasce fraquinho.
- Excesso de gordura, açúcar, cafeína e álcool: ao aumentar a chance de ter caspa e produzir mais radicais livres, o quarteto acelera o envelhecimento do cabelo, deixando-o quebradiço.
- Redução calórica: os fios são tão sensíveis que, um corte de 100 calorias, o que equivale a um copo de suco de laranja ou uma barra de cereais com chocolate, pode acentuar a queda.

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