O que é o procedimento anestésico?
Publicado em 27/11/2012

Folha Saúde

Foto: Divulgação/FS

Equipe cirúrgica

Dentro de um bloco cirúrgico a equipe é formada pelo cirurgião, médico anestesista, enfermeiros e técnicos de enfermagem.
Esta equipe deve estar toda centrada no trabalho a ser feito, e a tarefa de deixar o paciente mais confortável e também de fazer uma avaliação de seu histórico cardíaco é do médico anestesista.
Segundo Marcelo Kober, o anestesista é o profissional que induz à inconsciência, monitora todas as funções vitais (batimentos cardíacos, respiração, pressão arterial, temperatura corporal), mantendo-os normais ou estabilizando-os quando necessário.  “Devemos sempre conversar antes do procedimento cirúrgico com o médico anestesista, contar sobre alergias, doenças e problemas cardíacos, para que a anestesia seja a mais correta para a cirurgia”, descreve o médico.
Na consulta pré-anestésica o médico anestesista avaliará o tipo mais indicado. São considerados a história médica pregressa e atual do paciente, o tipo de cirurgia a ser realizada, tempo operatório e são feitos pedidos de exames físico e complementares do paciente, comenta Kober.  “Também orientamos sobre o jejum pré-operatório, que deve ser em geral de 8 horas para alimentos sólidos ou leite e de 6 horas para líquidos”, explica.
O jejum de oito horas pré-cirúrgico é uma questão de segurança. É o tempo que o estômago precisa para ficar vazio, salienta o médico. “Quando recebemos uma anestesia, todas as funções normais e fisiológicas do organismo são alteradas. Se o estômago estiver cheio durante o procedimento, este conteúdo poderá ir para o pulmão”, informa.
Em alguns casos, esse alimento que retorna pode entrar nas vias aéreas e causar uma pneumonia muito grave.
O médico ainda ressalta que nenhuma cirurgia é totalmente isenta de risco. Atualmente, com os modernos anestésicos disponíveis e com os equipamentos que permitem uma monitoração precisa do paciente, é possível ao anestesiologista controlar muito bem todo o procedimento. “Nas anestesias peridural ou raqui, pode ocorrer uma queda de pressão em pacientes com predisposição, mas é um quadro rapidamente revertido com medicamentos, hoje os procedimentos são muito seguros, não é necessário ter medo da anestesia”, finaliza Kober.

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