O que é o HPV
Publicado em 21/02/2019

Folha Saúde

O HPV (sigla em inglês para Papilomavírus Humano) é um vírus que infecta pele ou mucosas (oral, genital ou anal), tanto de homens quanto de mulheres, provocando verrugas anogenitais (região genital e no ânus) e câncer, a depender do tipo de vírus. A infecção pelo HPV é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST).

Onde vacinar
A vacina contra o HPV, vale destacar, só é administrada na adolescência, segundo informações do Ministério da Saúde. Tanto ela quanto as demais, previstas na caderneta, são indispensáveis e estão disponíveis gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todo o país. E é importante lembrar que a ausência da caderneta de vacinação não é um impeditivo para a proteção das crianças e jovens. De acordo com o MS, por meio da Agência Saúde, toda pessoa pode ser vacinada nos postos de saúde, onde receberá um registro de controle da vacinação (cartão) para poder atualizar a caderneta posteriormente.

Importância
O Centro Internacional de Pesquisas sobre o Câncer, vinculado à Organização Mundial da Saúde (OMS), reforçou, nesta semana, que a vacina contra o HPV é segura e indispensável para prevenir o câncer de colo do útero. O centro, inclusive, nesta semana alertou que rumores, que circulam em forma de fake news, são um grande empecilho para o aumento das coberturas vacinais. De acordo com os dados do CIIC, em 2018, foram diagnosticados quase 570 mil novos casos de câncer de colo do útero em todo o mundo. "No Brasil, o câncer de colo de útero é o terceiro tumor maligno mais frequente entre as mulheres, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Foram 16,3 mil novos casos no ano passado e 5,7 mil mortes. No mundo, mais de 300 mil mulheres morrem a cada ano vítimas da doença", destacou o texto da Agência Saúde.

A doença
De acordo com dados do Ministério da Saúde, a infecção é transmitida sexualmente ou por contato pele a pele. "Praticamente todas as pessoas com vida sexual ativa poderão ter contato com o vírus HPV ao longo da vida. Além do câncer do colo do útero, mais de 90% dos casos de câncer anal e 63% dos cânceres de pênis são atribuíveis à infecção pelo HPV, principalmente pelo subtipo 16", informou o comunicado.

Primeiro estudo
O levantamento Saúde Brasil 2018, do Ministério da Saúde, traz a análise do primeiro Estudo de Prevalência do Papilomavírus no Brasil: POP-Brasil, realizado pela pasta junto com o Hospital Moinhos de Vento. De acordo com os dados, o POP-Brasil mostrou que a infecção por HPV acomete pessoas de todas as condições sociais, sem distinção. O levantamento aponta que a prevalência do HPV no Brasil foi de 53,6%, sendo o HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer presente em 35,2%. O estudo avaliou 7 693 pessoas sexualmente ativas entre 16 e 25 anos, de todas as classes sociais em todo o país.

Sobre a eficácia da vacina
O MS argumentou, ainda, que, em relação à eficácia da vacina contra o HPV, estudos internacionais apontam seu impacto na redução da doença: "Nos EUA, dados mostram uma diminuição de 88% nas taxas de infeção oral por HPV. Na Austrália, redução da prevalência de HPV de 22.7% (2005) para 1.5% (2015) entre mulheres de 18–24 anos. Outro estudo internacional mostra que nos EUA, México e Brasil entre homens de 18 a 70 anos: brasileiros (72%) têm mais infecção por HPV que os mexicanos (62%) e norte-americanos (61%)".

Público-alvo
Ainda conforme os dados divulgados, entre 2014 e 2018, foram vacinadas na faixa etária de 9 a 14 anos, 5,9 milhões de meninas com a segunda dose da vacina, o que representa 49,9% do público-alvo. Em relação à primeira dose, a cobertura vacinal nas meninas é de 70,3 (7,1 milhões). Desde 2017, ano de inclusão dos meninos na estratégia (11 a 14 anos), foram vacinados três milhões de meninos com a primeira dose da vacina e  1 441 435 com a segunda, o que representa 20,1 % do público-alvo.  A meta é vacinar, com as duas doses, 80% dos adolescentes.
Desde 2014, o Ministério da Saúde disponibiliza a vacina contra o HPV no Sistema Único de Saúde (SUS) com o objetivo de evitar a expansão do vírus no país. A rotina de uso desta vacina no público-alvo, que é meninas com idade entre 9 e 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, deve ser mantida com duas doses, sendo aplicada com intervalo de seis meses entre elas. "Também fazem parte do grupo de pessoas que devem receber a vacina, aquelas que vivem com o Vírus da Imunodeficiência Humana/Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (HIV/Aids), transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea e pacientes oncológicos de 9 a 26 anos de idade", alertou o ministério.

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