Menopausa: a última menstruação
Publicado em 20/11/2012

Folha Saúde

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O membro da Sociedade Brasileira de Climatério conta também que a partir da menopausa o médico ginecologista se torna o clínico geral da mulher. “Este período é um momento de ter mais sensibilidade com as mulheres, ouvir e saber entender é um momento muito desgastante”, ressalta.
As grandes consequências são, que as mulheres no climatério, estão sujeitas a quadros depressivos, dificuldade de memorização, irritabilidade, melancolia, crises de choro, humor flutuante e labilidade emocional, salienta Ricardo Costa. “Neste momento é necessário a maior compreensão de todos, é chegado o envelhecimento da mulher”, explica.
Menopausa designa o período fisiológico que se caracteriza pelo encerramento dos ciclos menstruais e ovulatórios. Inicia-se com idade variável, mas normalmente entre os 40 e 55 anos. Afirma-se que uma mulher esteja na menopausa quando a mesma apresenta ausência de ciclos menstruais há mais de um ano. A idade média da menopausa na região de Bagé, conta o médico, é de 51 anos.
O termo menopausa vem do grego mēn (mês) e paûsis (interrupção, pausa) - numa clara referência à interrupção do ciclo menstrual.

Tratamento
A menopausa é um estágio natural da vida, não uma doença ou disfunção, e desta maneira não necessita automaticamente de nenhum tipo de tratamento.
Mas, o ginecologista explica que hoje o tratamento é uma questão polêmica. “Cada caso é único, alguns ainda necessitam de medicamentos, hoje temos um consenso de não utilizar hormônios, mas em alguns casos é necessário”, destaca.
Os efeitos são incômodos e por este motivo o acompanhamento é extremamente necessário. “As mulheres têm ainda que ter a consciência de sempre buscar o ginecologista, durante toda vida e no período do climatério este médico deve ser o seu confidente”, finaliza.

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