Mastectomia: retirada de risco, procedimento da Angelina Jolie
Publicado em 21/05/2013

Folha Saúde

Foto: Divulgação/FS

Mastectomia é o nome da cirurgia de remoção completa da mama. É um dos tipos de tratamento cirúrgico para o câncer de mama.
Existem muitos tipos de mastectomia, são elas: a mastectomia radical consiste na retirada da glândula mamária, associadas à retirada dos músculos peitorais e à linfadenectomia axilar completa. Atualmente, é um procedimento incomum, devido à alta morbidade a ela associada e a resultados bastante satisfatórios de técnicas mais conservadoras.
A mastectomia radical modificada consiste na retirada da glândula mamária e na linfadenectomia axilar, com preservação de um ou ambos os músculos peitorais. Constitui o procedimento cirúrgico realizado na maioria das pacientes com câncer de mama nos estágios I, II e III. Este procedimento é indicado na presença de tumor acima de três centímetros, sem fixação à musculatura; em pacientes com recidiva após tratamento conservador ou que apresentem qualquer condição que as tornem inelegíveis ao tratamento conservador; e em pacientes que não concordem com a preservação da mama.
A mastectomia total simples consiste na retirada da glândula mamaria, incluindo o complexo areolar e aponeurose do músculo peitoral. Os linfonodos axilares são preservados. É indicada nos casos de carcinoma ductal in situ; recidiva após cirurgia conservadora; lesões ulcerativas em pacientes com metástases a distância onde o controle local promove melhor qualidade de vida; pacientes idosas com risco cirúrgico elevado ou que não possuem adenopatias axilares palpáveis ou evidência de doença a distância; e em pacientes selecionadas para tratamento profilático.
E ainda a mastectomia subcutânea, que consiste na retirada da glândula mamária, conservando os músculos peitorais e suas aponeuroses, pele e complexo aréolo-papilar. Por deixar tecido mamário residual, com possibilidade de alterações hiperplásicas e degeneração maligna, seu uso é bastante questionado.

Angelina Jolie
"Com receio de câncer, Angelina Jolie faz cirurgia para retirar os seios". A notícia da última semana chocou e motivou várias mulheres. Os médicos da atriz disseram que ela possuía 87% de chances de ter câncer de mama.
De acordo com a declaração da atriz, no jornal The New York Times, a mãe dela lutou contra o câncer por quase uma década e morreu aos 56.
Angelina, de 37 anos, diz que descobriu ter um "defeito" no gene chamado BRCA1. Os médicos disseram que ela tinha 87% de chances de desenvolver um câncer de mama e 50% de ter um câncer no ovário.
Quando a atriz soube que essa era a sua realidade, tomou a decisão de minimizar o risco. Ela então decidiu fazer uma dupla mastectomia preventiva.
O processo médico foi iniciado no último dia 2 de fevereiro, com a técnica "nipple delay", um tipo de cirurgia plástica para que a mastectomia não danifique esteticamente o mamilo. Isso causa um pouco de dor e muitos hematomas, embora aumente as chances de salvar o mamilo. 
Ela conta para o jornal norte-americano que, duas semanas após o começo do processo, fez a principal cirurgia, na qual se extrai o tecido mamário. Nove semanas depois, foi feita a operação para reconstrução das mamas com implantes.
Os médico da atriz relataram que as chances de desenvolver câncer de mama caíram de 87% para 5%. Angelina também conta sobre a importância da cirurgia para seus filhos. "A operação deixou apenas pequenas cicatrizes que não chocarão nossos filhos", fala. A atriz também ressalta que Brad Pitt, seu marido, foi um grande apoio durante todo o processo.

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