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Maior conscientização
Publicado em 09/08/2018

Folha Saúde

Programação local
Em Bagé, a responsável pelo banco de leite e chefe da UTI neonatal da Santa Casa de Caridade de Bagé, médica pediatra Cledinara Rodrigues, salientou que o diferencial deste ano foi a comemoração dos 10 anos de atividades do banco.
Na programação, todos os dias, aconteceram palestras sobre variados temas, proferidas por diferentes profissionais, voltadas às mães das crianças internadas.
Cledinara acredita que essa programação anual tem promovido maior conscientização sobre o tema. “Esta questão vem avançando ao longo dos anos. Embora não tenhamos índices locais atuais, sentimos uma maior consciência por parte das mães, que já sabem que leite artificial e materno não são a mesma coisa e a importância de amamentar seus bebês. Todo esse debate e divulgação que fazemos todos os anos têm tido resultado”, disse à reportagem.
 
Como doar
Para doar ao banco de leite da Santa Casa de Caridade de Bagé, basta que a mãe faça a primeira coleta no local a fim de receber as instruções de como proceder e o kit do material necessário. Depois, a coleta pode ser feita em casa mesmo, seguindo as orientações da equipe, e o leite levado até o local, que funciona das 7h às 19h, diariamente.
Cledinara lembra a importância das doações externas (de mães que não estão no hospital no momento), pois a demanda não é suprida totalmente somente com as doações internas.
 
Consultoria
O tema amamentação tem ganhado cada vez mais destaque. Prova disso é a figura da consultora em amamentação, profissional que não existia há bem pouco tempo. O objetivo é orientar e auxiliar as mamães no pré e pós-parto.
A fisioterapeuta Marta Assis, mãe de dois filhos (de 16 e 8 anos), exerce essa função há cerca de um ano. Ela conta que os dois foram amamentados mas, naquela época, com pouca informação, ela usou apenas o instinto. “Tive muitas fissuras, dores terríveis, mastite, leite empedrado”, conta.
Há dois anos, ela organizou uma clínica voltada para assistência materno-infantil. “Comecei a trabalhar com a fisioterapia para gestantes. Logo, essas gestantes viravam mães e tinham que amamentar e eu precisava orientá-las. Aí fui buscar conhecimento e habilidades que me capacitaram para exercer a função de consultora em amamentação”, conta ela, resumindo o início do trabalho. Em um ano, já atendeu mais de 60 mães e famílias.
Marta acompanha a gestante e, na maternidade, realiza os primeiros ajustes e orientações como adequações de posicionamento, cuidados com os seios e o que é necessário para o enxoval, como acessórios de aleitamento.
 
Benefícios da amamentação
Profissionais de saúde são unânimes em elencar diferentes benefícios da amamentação. Entre ele,s estão o leite materno ser de mais fácil digestão, rico em anticorpos, protegendo a criança de muitas doenças como diarreia, infecções respiratórias e alergias.
Sugar o peito é um excelente exercício para o desenvolvimento da face da criança, a desenvolver a fala e a ter uma boa respiração. O aleitamento contribui, também, para o desenvolvimento cognitivo.
Para a mãe, os benefícios são a ajuda na recuperação do útero ao seu tamanho normal, diminuindo o risco de hemorragia e de anemia após o parto e redução do risco de desenvolvimento de câncer de mama e de ovário.
Há benefícios também para a família, pois, além do custo com o leite artificial, sem o leite materno, ainda é preciso gastar com mamadeiras e bicos. Estima-se que o aleitamento materno pode evitar 13% das mortes em crianças menores de 5 anos.

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