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IMC: controle do peso e saúde
Publicado em 18/07/2019

Folha Saúde

Foto: Alicia Ibañes/Especial FS

O Índice de Massa Corporal (IMC) é a principal maneira da pessoa descobrir se o peso é ideal, se apresenta magreza, sobrepeso ou obesidade.

Como calcular o peso adequado?

O índice de massa corporal serve para avaliar o peso da pessoa em relação à altura e assim indicar se está dentro do adequado, acima ou abaixo do desejado.
Estar dentro do peso certo é importante porque estar acima ou abaixo do peso influencia na saúde, aumentando o risco de doenças como desnutrição quando se está abaixo do peso, e AVC e infarto, quando se está acima. Assim, é comum os médicos, enfermeiros e nutricionistas avaliarem o peso, principalmente nas consultas de rotina para verificar a possibilidade de doenças que a pessoa pode estar pré-disposta.
A fórmula matemática serve para qualquer pessoa, mas os valores considerados como referência para a classificação do estado nutricional variam para crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes.
Para calcular o IMC, divida o peso (em quilos) pela altura (em metros) elevada ao quadrado, ou seja, altura x altura.
De acordo com a faixa etária, outras medidas corporais também são recomendadas para um diagnóstico mais adequado, como perímetro da cintura, da panturrilha, entre outros.
A classificação do estado nutricional por meio das medidas corporais é um dos subsídios para o diagnóstico do estado de saúde da pessoa e, quando necessário, deve ser complementado com análise e outros aspectos (clínicos, sociais e ambientais) pelos profissionais de saúde.

Avaliação do peso em adultos (20 a 59 anos)
Os parâmetros indicados pelo Ministério da Saúde para avaliação do estado nutricional de pessoas entre 20 e 59 anos são o Índice de Massa Corporal (IMC) e o perímetro da cintura ou circunferência da cintura.
O resultado do cálculo do IMC deve ser analisado de acordo com a classificação definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), válida somente para adultos:

Baixo peso
< 18,5
Peso adequado
≥ 18,5 e < 25
Sobrepeso
≥ 25 e < 30
Obesidade
≥ 30

* Em adultos, o padrão internacional para diagnóstico da obesidade é o IMC, mas em crianças e adolescentes, a classificação de sobrepeso e obesidade  é mais arbitrária, não se relacionando com morbidade e mortalidade da forma como se define obesidade em adultos. Já os idosos possuem pontos de cortes de IMC diferenciados devido à alteração da composição corporal.

Cinco razões para ir além do IMC

O cálculo do IMC é apenas um ponto de partida, pois não leva em conta diversos aspectos relevantes para o acompanhamento da saúde. Confira os motivos:
O cálculo convencional do IMC só se aplica a pessoas entre 20 e 59 anos. Crianças, adolescentes e idosos têm composições corporais específicas são contempladas pela fórmula padrão.
Se a pessoa possui muita massa magra (músculo), o cálculo do IMC pode dar um resultado elevado sem que esteja, de fato, com sobrepeso ou obesidade. O IMC pode classificar atletas como obeso, por exemplo, porque indica apenas uma correlação entre altura e peso da pessoa, sem levar em conta uma série de outros determinantes, como o percentual de gordura.
Mesmo que não seja classificado com sobrepeso ou obesidade a partir do cálculo do IMC, a pessoa pode apresentar uma composição corporal inadequada e características de que está acima do peso, como elevado percentual de gordura, níveis altos de glicose e triglicerídeos no sangue.
O IMC não leva em conta a medida da circunferência abdominal, por exemplo, parâmetro importante para a detecção da gordura visceral, que se acumula junto ao abdômen. Esse acúmulo de gordura aumenta o risco de doenças cardiovasculares.
Gestantes podem apresentar um IMC que as classifique como acima do peso, ainda que estejam plenamente saudáveis. Grávidas são um caso à parte e existem cálculos diferenciados para essa fase da vida.

Fonte: Ministério da Saúde, portal Saúde Brasil, e blog Tua Saúde

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