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​​​​​​​Disbiose intestinal
Publicado em 03/10/2019

Folha Saúde

Foto: Reprodução/FS

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O que é, causas, sintomas e tratamento

Atenção para o desequilíbrio na flora intestinal

Uma das principais queixas no consultório da nutricionista Hellen Dias, a disbiose intestinal é definida como o desequilíbrio entre micro-organismos benéficos e patogênicos (os que causam doenças) presentes no trato gastrointestinal, gerando uma situação desfavorável à saúde do ser humano. 
De acordo com a nutricionista, uma definição mais atual diz que disbiose é o estado no qual a microbiota produz efeitos nocivos através de mudanças qualitativas e quantitativas na própria microbiota intestinal; mudanças na atividade metabólica e na distribuição do trato gastrointestinal.
Em outras palavras, a profissional explica que, havendo a disbiose, gera-se uma desarmonização no organismo pela não absorção de vitaminas e inativação de enzimas digestivas, prejudicando a digestão e indução da fermentação; desconjugação de sais biliares, comprometendo a digestão e absorção de gorduras; e destruição da mucosa intestinal, gerando a hipersensibilidade e, assim, ativando o sistema imunológico. 
Na condição, bactérias, leveduras e protozoários apresentam desequilíbrio em relação ao restante da flora intestinal, o que dá chance à propagação de bactérias patogênicas e, consequentemente, à produção de toxinas metabólicas que pode induzir processos inflamatórios. Em suma, disbiose quer dizer um grande “desastre ecológico dentro do corpo”, define Hellen.

Causas

•    Uso indiscriminado de antibióticos, que matam tanto as bactérias úteis como nocivas;
•    Consumo excessivo de alimentos processados ricos em carboidratos simples (farinhas e açúcares) em detrimento de alimentos crus e naturais;
•    Uso de anti-inflamatórios hormonais e não hormonais; abuso de laxantes;
•    As disfunções hepatopancreáticas e capacidade digestiva;
•    A excessiva exposição a toxinas ambientais, como os antibióticos nas carnes e os agrotóxicos nas plantas; 
•    O estresse crônico e imunidade debilitada;
•    Constipação intestinal e diverticulose.

Sintomas

Se você sofre de alguns dos seguintes sintomas de maneira contínua, pode ser disbiose. A nutricionista lembra que os sintomas podem ser bem variados, mas os principais são: 
• Dores abdominais
• Diarreia
• Intestino preso ou solto
• Refluxo
• Azia
• Má digestão
• Dores de cabeça
• Inchaço abdominal
• Gases em excesso
• Mau hálito crônico
• Ondulações nas unhas
• Dor nas articulações

Tratamento

•    Elimine alimentos pró-inflamatórios, como: açúcar, adoçantes artificiais, gorduras trans, conservantes, corantes, embutidos; em algumas pessoas, essa lista pode incluir a lactose e o glúten;
•    Coma comida de verdade, baseando sua rotina numa alimentação mais natural possível, minimamente processada e preferencialmente orgânica, rica em fibras alimentares;
•    Eliminar alimentos que contenham agrotóxicos, fertilizantes e pesticidas;
•    Inclua prebióticos que contenham fibras solúveis e insolúveis em proporções adequadas. As fibras solúveis (solúveis em água) podem ser encontradas em muitos vegetais, como também na aveia e lentilha, por exemplo. Elas são a principal fonte de fibras fermentáveis, digeridas no cólon para produzir os vitais ácidos graxos de cadeia curta. As insolúveis (não solúveis em água), podem ser encontradas em todos os vegetais, frutos com casca e cereais integrais, têm como principal função dar volume ao bolo fecal;
•     Inclua probióticos. Alguns iogurtes, queijos e o leite fermentado fazem parte da classe – também é possível encontrar probióticos em sachês e cápsulas;
•    Hidrate-se! A água auxilia na formação e na motilidade do bolo fecal no intestino, impedindo a constipação, que é um fator que contribui para a proliferação de patógenos.
 

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