​​​​​​​Dezembro Laranja
Publicado em 19/12/2019

Folha Saúde

Foto: Reprodução/FS

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Campanha nacional de prevenção ao câncer de pele, a iniciativa é promovida, desde 2014, pela Sociedade Brasileira de Dermatologia e visa alertar para a doença que, no Brasil, é o tipo mais incidente, com cerca de 180 mil novos casos ao ano. Quando descoberto no início, tem mais de 90% de chances de cura.

Um sinal pode ser câncer de pele

A campanha do câncer de pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), no ano de 2019, tem o objetivo de, além de conscientizar a população sobre a prevenção desde a infância; bem como alertar sobre os sinais do câncer de pele para diagnóstico e tratamento precoces, aumentando as chances de cura na grande maioria dos casos. 
Os números de câncer de pele no Brasil são alarmantes. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), anualmente, são diagnosticados 180 mil casos novos da doença. Isso significa que uma em cada quatro casos novos de câncer no Brasil, é de pele. 
Segundo a SBD, este tipo de câncer é provocado pelo crescimento anormal das células que compõem a pele. Existem diferentes tipos de câncer da pele que podem se manifestar de formas distintas, sendo os mais comuns denominados carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular – chamados de câncer não melanoma – e que apresentam altos percentuais de cura se diagnosticados e tratados precocemente. Um terceiro tipo, o melanoma, apesar de não ser o mais incidente, é o mais agressivo e potencialmente letal. Quando descoberta no início, a doença tem mais de 90% de chance de cura.
Por isso, a Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta que as pessoas se examinem com regularidade, consultando um dermatologista em caso de suspeita. Também é importante que se examine familiares, pois, muitas vezes, os cânceres podem aparecer em regiões que não é possível reconhecer sozinho. Ao se expor ao sol, é importante que as áreas descobertas estejam protegidas, mesmo em dias frios e nublados.
A SBD também lembra que uma forma importante de evitar a doença é a prevenção; o autoexame é válido, mas não substitui a ida ao médico dermatologista. 

Segundo o Ministério da Saúde, qualquer pessoa pode desenvolver o câncer de pele, mas aquelas com pele muito clara, albinas, com vitiligo ou em tratamento com imunossupressores, são mais sensíveis ao sol. O câncer de pele é mais comum em pessoas com mais de 40 anos.
É considerado raro em crianças e pessoas negras, exceto pessoas com essas características que tenham algum outro tipo de problema cutâneo. Apesar desse índice, a média da idade vem diminuindo com o passar dos anos, tendo em vista que pessoas jovens têm se exposto constantemente aos raios solares.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o câncer da pele pode se assemelhar a pintas, eczemas ou outras lesões benignas. Assim, conhecer bem a pele e saber em quais regiões existem pintas, faz toda a diferença na hora de detectar qualquer irregularidade. Somente um exame clínico, feito por um médico especializado ou uma biópsia podem diagnosticar o câncer da pele. Contudo, é importante estar sempre atento aos seguintes sintomas:
-Uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente;
-Uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;
-Uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.
Além de todos esses sinais e sintomas, a SBD ressalta que melanomas metastáticos podem apresentar outros, que variam de acordo com a área para onde o câncer avançou. Isso pode incluir nódulos na pele, inchaço nos gânglios linfáticos, falta de ar ou tosse, dores abominais e de cabeça, por exemplo.
A seguir, a metodologia indicada por dermatologistas para reconhecer as manifestações dos três tipos de câncer da pele: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma. Para auxiliar na identificação dos sinais perigosos, basta seguir a regra do ABCDE. Mas, em caso de sinais suspeitos, procure sempre um dermatologista. Nenhum exame caseiro substitui a consulta e avaliação médica.

Regra do ABCDE

Assimetria
Assimétrico: maligno
Simétrico: benigno

Borda
Borda irregular: maligno
Borda regular: benigno

Cor
Dois tons ou mais: maligno
Tom único: benigno

Dimensão
Superior a seis milímetros: provavelmente maligno
Inferior a seis milímetros: provavelmente benigno

Evolução
Cresce e muda de cor: provavelmente maligno
Não cresce nem muda de cor: provavelmente benigno

Prevenção

As recomendações básicas da SBD incluem a adoção de medidas fotoprotetoras, como evitar os horários de maior incidência solar (das 9h às 15h); utilizar chapéus de abas largas, óculos de sol com proteção UV e roupas que cubram boa parte do corpo; procurar locais de sombra, bem como manter uma boa hidratação corporal. A sociedade médica também orienta para o uso diário de protetor solar com fator de proteção de no mínimo 30, que deve ser reaplicado a intervalos de duas a três horas, ou após longos períodos de imersão na água.

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