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Câncer de próstata: um mês de combate
Publicado em 13/11/2012

Folha Saúde

Foto: ABPV/Especial FS

Idosos são os que mais sofrem de câncer de próstata

No próximo dia 17 é o Dia Nacional de Combate ao Câncer de Próstata. O dia foi criado para chamar a atenção dos homens de 45 anos ou mais a fazerem exames para detectar alterações na próstata. O médico Sérgio Gomes Henriques, urologista e membro da Sociedade Brasileira de Urologia, explica alguns cuidados para identificar a moléstia e tratar suas consequências.
Henriques conta que este câncer é o terceiro tumor maligno que mais mata a população masculina, aparecendo inicialmente sem dar sinais ou causar sintomas. “Alguns especialistas recomendam que os homens negros e os que tenham histórico familiar desta doença, façam exames já a partir de 40 anos, para poder ser diagnosticado o quanto antes”, destaca.
O médico ainda ressalta que apesar de não existirem métodos preventivos para esta doença, quanto mais precoce o diagnóstico maior a chance de cura e os tratamentos são menos agressivos. “Não há causa especifica para este câncer, mas sabemos que história familiar e dieta rica em gorduras e pobre em fibras podem influenciar o desenvolvimento desta patologia”, salienta.
Os exames recomendados são a dosagem de uma proteína sanguínea (PSA) e o exame digital de próstata (conhecido como toque retal), afirma o urologista. “Os sintomas de doença prostática são dificuldade ou dor para urinar, sangue na urina, dores perineais e, em casos avançados, insuficiência renal, dor óssea e emagrecimento”, explica.
Henriques também declara que é importante lembrar que a doença prostática é silenciosa durante bastante tempo, por vezes anos, antes do inicio dos sintomas e que este é o melhor momento para o diagnóstico, pois é na fase inicial que temos os maiores índices de cura do câncer de próstata.  “A dosagem do PSA elevada indica que as células prostáticas estão com alguma alteração, não necessariamente câncer, pois existem diversas causas benignas para tal”, descreve.
O exame digital prostático é realizado para palpar a próstata e detectar aumentos de volume e alterações da densidade da glândula (nódulos). Quaisquer alterações nestes exames devem ser avaliadas por um especialista (urologista) e muitas vezes levam a exames complementares (ecografias, biopsias, tomografias, etc.) para diagnóstico preciso da doença que acomete a próstata.
O tratamento para câncer de próstata inclui cirurgia radical, radioterapia e hormonioterapia. “A prostatectomia radical é o tratamento de escolha para casos iniciais em homens sem contraindicação clínica para cirurgia e consiste na retirada completa da próstata, vesículas seminais e tecidos adjacentes”, expõe o médico.
Homens com 75 anos ou mais de idade, cardíacos severos ou com outra doença crônica que contraindique a cirurgia, são encaminhados para radioterapia associada ou não à hormonioterapia, com os mesmos índices de cura. “A hormonioterapia  isolada é paliativa, reservada para casos mais avançados  e agem bloqueando a testosterona  levando a uma “pausa” no desenvolvimento da doença”, observa Sérgio Henriques.
Não podemos deixar de lembrar que o câncer de próstata é a patologia mais grave que causa sintomas e alterações nos exames prostáticos, mas não a única, adverte o médico urologista. “Prostatite aguda e crônica e a hiperplasia benigna de próstata podem também causar sintomas e alterar os exames (PSA e toque retal), sendo estas doenças benignas e de tratamento medicamentoso na maioria dos casos”, finaliza.

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