Calvície: problema masculino
Publicado em 02/04/2013

Folha Saúde

Foto: Rochele Barbosa

A calvície é um problema que afeta, especialmente, os homens, pois a testosterona, hormônio sexual masculino, é a maior responsável pela queda do cabelo. Embora as mulheres também a produzam, nelas a quantidade é muito menor.
Ao atingir a raiz do cabelo, a testosterona sofre a ação de uma enzima. Como consequência dessa reação, surgem substâncias que vão reduzir a velocidade de multiplicação das células da raiz ou mesmo provocar a morte delas. O resultado é que o cabelo fica mais fino e seu crescimento mais vagaroso.
Em outras palavras: a raiz do cabelo ou bulbo capilar localiza-se num meio bioquímico nutritivo para que as células se multipliquem e formem uma haste que vai aumentando de tamanho. Essas células vão se renovando de baixo para cima e morrem na ponta do fio. Os cabelos, depois de certo tempo, caem e são substituídos por outros, num processo de renovação permanente. Nos casos de calvície, porém, há uma atrofia dos bulbos capilares e não crescem novos fios.
O trabalhador autônomo, Édison Ferreira Bittencourt, começou a ficar calvo com 40 anos e relata que não fez muita diferença na sua rotina. “Eu já sabia que ficaria calvo, pois meu pai era careca também e meus irmãos já têm queda capilar”, salienta.
O dermatologista Paulo Machado conta que a calvície não tem cura, mas podem ser feitos alguns tratamentos e implantes. “Há alguns tratamentos e implantes capilares, mas na realidade é uma doença hereditária”, salienta.
Machado explica que a calvície não tem idade, mas começa a se instalar na juventude. “Há idades mais perigosas. Quem começa a perder o cabelo muito novo, até os 30 anos estará totalmente careca. Já os que começam mais devagar, chegam até os 50 anos com alguns fios de cabelo”, pondera.
Segundo o dermatologista, a genética pode manifestar-se sob dois diferentes aspectos. “Um, em que o gene provoca a queda permanente do cabelo e, outro, em que o gene produz excesso de oleosidade, causa da dermatite seborréica, que também derruba os cabelos, embora eles caiam em menor quantidade e mais lentamente”,conta.

Tipos
A velocidade da perda é diferente num e noutro caso. Alguns progridem para a calvície tão rapidamente que nem percebem por onde ela começou. “Na verdade, o cabelo sempre começa a cair pelas entradas, porque isso é genético”, explica.
O dermatologista conta que se você comparar pais e filhos homens, é claro, verá que as entradas são muito semelhantes e que a queda evolui atingindo o vértice do couro cabeludo e formando a carequinha de padre. “Daí em diante, a rarefação se espalha e a calvície toma conta de toda a parte superior da cabeça, sobrando apenas o cabelo das áreas laterais. Por isso é que se brinca que os paralamas sempre ficam, o que some é a capota”, informa.
Finalizando, o dermatologista comenta que há tratamentos para a calvície, mas que todos devem ser feitos pelo médico especialista. “No consultório, o médico identifica o problema e auxilia muito mais no tratamento. Há diversas causas e problemas que só o especialista sabe. Grande número de pessoas sofre com a queda de cabelo e calvície, tenho diversos pacientes em tratamento”, encerra.

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