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Caderno saúde - Outubro Rosa 
Publicado em 17/10/2019

Folha Saúde

Foto: Reprodução/FS

O câncer de mama, conforme o Instituto Nacional de Câncer (Inca), é segundo tipo que mais acomete brasileiras, representando em torno de 25% de todos os cânceres que afetam o sexo feminino. Para o Brasil, foram estimados 59 700 casos novos de câncer de mama em 2019, com risco de cerca de 56 casos a cada 100 mil mulheres.

A importância do ginecologista na prevenção de doenças e no cuidado com a saúde feminina

Por Dra. Mariana Oxandabaratz Alfaro
Ginecologista e Obstetra - Clinipampa

Estamos no mês de campanha voltada para a saúde feminina, com foco em compartilhar informações sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama e ressaltar a importância de realizar outros exames que contribuem para a saúde da mulher.  
Neste contexto, entra a importância do ginecologista (médico da mulher) com o papel fundamental no diagnóstico precoce desta doença. A doença é o tipo de tumor mais comuns entre as mulheres, só no Rio Grande do Sul, são 5 210 novos casos por ano.
Apesar de todos os avanços científicos, que vêm revolucionado o tratamento do câncer de mama, nos últimos anos, ainda o diagnóstico precoce é fator determinante para o sucesso do tratamento, com o objetivo que vai além do controle oncológico, restabelecendo a mulher na sua plenitude física, emocional, sexual e laboral.
Entre os cuidados, estão as consultas periódicas ao ginecologista, autoexame das mamas (após o ciclo menstrual ou mensalmente caso a paciente esteja na menopausa), realizar mamografia anualmente, sendo esta insubstituível por outro exame.
Caso a pessoa tenha história familiar da doença, deve iniciar os controles periódicos mais cedo (10 anos antes) e a ecografia mamária indicada como exame complementar. Em alguns casos, pode detectar a doença em estágios iniciais, em que o tratamento pode ser realizado e a pessoa apresentar uma vida leve e alegre, mesmo que tenha esta doença que afeta a tantas mulheres.
Alguns fatores de risco para a doença são:
Tabagismo, obesidade, sedentarismo, álcool e histórico familiar.
Fica a dica: prevenção/ginecologista periodicamente.

Câncer de mama: sintomas, tratamentos, causas e prevenção

Segundo o Ministério da Saúde, o câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do de pele não melanoma. O câncer de mama responde, atualmente, por cerca de 28% dos casos novos da doença em mulheres. O câncer de mama também acomete homens, porém é raro, representando menos de 1% do total de casos. Relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta idade a incidência cresce progressivamente, especialmente após os 50 anos. Estatísticas indicam aumento da incidência, tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. Existem vários tipos de câncer de mama; alguns evoluem de forma rápida, outros não. A maioria dos casos tem bom prognóstico.
O sintoma mais comum de câncer de mama é o aparecimento de nódulo, geralmente indolor, duro e irregular, mas há tumores que são de consistência branda, globosos e bem definidos. Outros sinais de câncer de mama são: edema cutâneo (na pele), semelhante à casca de laranja; retração cutânea; dor; inversão do mamilo; hiperemia; descamação ou ulceração do mamilo; secreção papilar, especialmente quando é unilateral e espontânea.
Geralmente, a secreção associada ao câncer é transparente, podendo ser rosada ou avermelhada devido à presença de glóbulos vermelhos. Podem também surgir linfonodos palpáveis na axila.
Esses sinais e sintomas devem sempre ser investigados, porém podem estar relacionados a doenças benignas da mama.
De modo geral, a prevenção baseia-se no controle dos fatores de risco e no estímulo aos fatores protetores, especificamente aqueles considerados modificáveis.
Estima-se que por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama. Controlar o peso corporal e evitar a obesidade, por meio da alimentação saudável e da prática regular de exercícios físicos; evitar o consumo de bebidas alcoólicas são recomendações básicas para prevenir o câncer de mama. A amamentação também é considerada um fator protetor.
Para o tratamento de câncer de mama, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece todos os tipos de cirurgia, como mastectomias, cirurgias conservadoras e reconstrução mamária, além de radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e tratamento com anticorpos.
O tratamento do câncer de mama é feito por meio de uma ou várias modalidades combinadas. O médico vai escolher o método mais adequado de acordo com a localização, o tipo do câncer e a extensão da doença.


Campanha em 2019

Nos últimos anos, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) tem trabalhado com a população feminina a importância de “estar alerta” a qualquer alteração suspeita nas mamas (estratégia de conscientização), assim como tem desenvolvido ações com gestores e profissionais de saúde sobre a importância do rápido encaminhamento para a investigação diagnóstica de casos suspeitos e início do tratamento adequado, quando confirmado o diagnóstico.
Além de estarem atentas ao próprio corpo, mulheres de 50 a 69 anos devem fazer mamografia de rastreamento periodicamente. Esse exame pode ajudar a identificar o câncer antes de a pessoa ter sintomas. A mamografia, nesta faixa etária, baseia-se na evidência científica do benefício desta estratégia na redução da mortalidade neste grupo.
O Inca e o Ministério da Saúde, com a campanha Outubro Rosa 2019, querem reforçar três pilares estratégicos no controle da doença: prevenção primária, detecção precoce e mamografia. A campanha foi criada para divulgação não apenas em outubro, mas ao longo do ano inteiro, porque o cuidado com as mamas deve ser uma preocupação permanente. O mote da campanha é “Cada corpo tem uma história. O cuidado com as mamas faz parte dela”.

 

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