Caderno Saúde 0506 - ​​​​​​​Cuide-se: Dicas para se manter saudável durante a pandemia
Publicado em 05/06/2020

Folha Saúde

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Foto: Reprodução/FS

Por que a obesidade é um fator de risco às pessoas com coronavírus?
Doenças crônicas associadas à obesidade agravam o quadro de pacientes com a covid-19


Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), pessoas com condições crônicas pré-existentes, como diabetes e hipertensão, apresentaram versões mais graves da doença causada pelo novo coronavírus, a covid-19. Isso significa dizer que a infecção se desenvolveu rapidamente para a síndrome do desconforto respiratório agudo, insuficiência respiratória aguda e outras complicações.
Sabendo que a obesidade anda de mãos dadas com essas doenças crônicas, a preocupação para que ocorra o controle adequado da pressão arterial e dos níveis glicêmicos tende a ser ainda maior, além dos cuidados individuais e coletivos, como medidas de proteção para evitar a covd-19 e suas complicações.
Entretanto, muito antes do surgimento da pandemia, a obesidade já vinha sendo uma preocupação no país. Segundo a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2018, do Ministério da Saúde, a prevalência da obesidade voltou a crescer no Brasil, principalmente, entre os adultos de 25 a 34 anos e 35 a 44 anos, com 84,2% e 81,1%, respectivamente. 
Quem é considerado obeso?
No caso da obesidade, o critério utilizado para avaliar e classificar o estado nutricional de uma pessoa é o índice de massa corporal (IMC), de acordo com as recomendações da OMS. Esse índice é estimado entre a relação peso e altura. Sendo assim, a fórmula para o cálculo do IMC é: peso (em kg) dividido pela altura² (em metros).
Dentro desses parâmetros, uma pessoa é classificada com excesso de peso quando o IMC é igual ou superior a 25 kg/m² e classificada com obesidade quando o IMC é igual ou superior a 30 kg/m². Além disso, a doença possui três estágios: a obesidade de grau 1 (IMC?30 kg/m² e IMC<35 kg/m²), a obesidade de grau 2 (IMC?35 kg/m² e IMC<40 kg/m²) e o estágio mais grave, que é a obesidade de grau 3 (IMC?40).
Medidas de cuidado e prevenção
Mais uma vez, o cuidado com a alimentação adequada e saudável se faz necessário, principalmente no contexto das pessoas que convivem com as doenças crônicas. Entre as recomendações do Ministério da Saúde estão evitar alimentos ultraprocessados, que ajudam a prevenir tanto a hipertensão, diabetes e obesidade, quanto a atenuar os casos já existentes.
Apesar das limitações de espaço, também é tempo de improvisar e colocar a criatividade em ação para que o corpo não fique parado. A atividade física regular é uma excelente aliada da saúde, sobretudo, para quem também sofre com essas doenças. Invista em atividades que podem ser feitas no dia a dia, como subir escadas e realizar tarefas domésticas. Evite também o comportamento sedentário, principalmente, durante o período de home office.
Mas, além dessa dupla imbatível, as pessoas que já convivem com as doenças crônicas precisam estar atentas a algumas medidas de proteção. É essencial que elas tenham as vacinas em dia, sobretudo, contra gripe e pneumonia, pois evita o surgimento de infecções secundárias.
Assim como ocorre com os idosos, as pessoas com doenças crônicas devem evitar sair de casa. Se o serviço de saúde dispuser de canais de comunicação a distância, como telefone, mensagem, e-mail, as pessoas com fator de risco devem ser as primeiras a se beneficiar dessas ferramentas e evitar ir à unidade de saúde desnecessariamente.

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