Balão intragástrico é mais uma alternativa para o emagrecimento
Publicado em 19/03/2013

Folha Saúde

Foto: Divulgação/FS

O balão intragástrico reduz o apetite e faz com que o paciente, que coloque o acessório, perca de 15% a 30% do peso corporal, mas o médico acrescenta que só é eficiente com mudança de hábitos e acompanhamento de nutricionistas.
O procedimento é recomendado para pessoas com Índice de Massa Corporal (IMC) a partir de 27, com sobrepeso ou obesas, relata o médico que possui em seu consultório o balão. “É importante adotar hábitos saudáveis após colocar o balão, hoje é um processo simples e de grande ajuda contra a obesidade. O balão intragástrico é colocado através de endoscopia e retirado da mesma forma, sem cirurgia, apenas um procedimento com sedação”, esclarece.
Emagrecer é um desejo da maioria das pessoas. Mas, quando esse desejo envolve a saúde, a necessidade é ainda maior. Algumas pessoas tentam perder peso com tratamentos clínicos, acompanhamento de especialistas como nutricionistas, preparadores físicos e psicólogos e mesmo assim, não conseguem.
Segundo o Ministério da Saúde, o excesso de peso e a obesidade aumentaram nos últimos seis anos, acrescentando mais de 5% o número de brasileiros obesos.
Nesses casos de super obesidade, as pessoas recorrem à colocação do balão intragástrico, um procedimento que reduz a capacidade do estômago pela metade e provoca a perda de apetite e aumento da sensação de saciedade, auxiliando no emagrecimento.
Kaé destaca que para realizar este procedimento, o paciente passa por exames e também pela análise de viabilidade. “A rejeição não é grande, mas os sintomas nos primeiros dias são desagradáveis, como vômitos e náuseas”, informa.
Ele também alerta que o balão é apenas um tratamento temporário, não é definitivo. "O paciente ficará com o balão apenas seis meses e, neste período, é necessário uma conscientização para manter a alimentação equilibrada, com auxílio de nutricionista e também deverá servir como estímulo. Estou há um ano realizando este processo em Bagé e todos perderam cerca de 30% do peso corporal e foi um passo para o cuidado com a saúde e alimentação”, ressalta.
Apesar de ser mais recomendado para pessoas com o IMC a partir de 27, obesos que precisam fazer a cirurgia e que também correm alto risco podem usar o balão. A medida serve como um pré-operatório, para reduzir problemas anestésicos, cirúrgicos e clínicos, divulga o médico cirurgião. “Os pacientes diabéticos, hipertensos e com doenças no coração que não possam realizar a cirurgia bariátrica podem realizar esse procedimento para o auxílio da perda do peso”, comenta.

Como é colocado o balão
O balão intragástrico é feito de silicone e o volume de soro que ele armazena varia entre 400 ml e 700 ml. Com o paciente anestesiado ou sedado, ele é colocado através da endoscopia: entra vazio pela boca, passa pelo esôfago e chega ao estômago.
O balão é insuflado através de um conector, que injeta soro fisiológico com azul de metileno para identificar quando ele se rompe. Quando isso acontece, a urina fica azul ou esverdeada, indicando que houve um problema.
Quando o balão esvazia espontaneamente é como se fosse um pneu de carro que fura e murcha lentamente, não é como uma bexiga que estoura. Nestes casos, ele deve ser retirado. Para ser retirado, também é feita a endoscopia: é realizada uma pequena perfuração no balão, aspirado o líquido e, em seguida, ele é removido.
Nos primeiros dias, após a colocação do balão, o paciente pode sentir náusea, vômito e cólica, fala o Jorge Kaé. “Isso ocorre porque o corpo tenta expelir o balão, as náuseas são comuns porque o balão aumenta o volume de suco gástrico no estômago na tentativa de colocá-lo para fora”, finaliza o médico que realiza o procedimento contra a obesidade.

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