Analfabetismo motor
Publicado em 11/06/2013

Folha Saúde

Foto: Divulgação/FS

Jovens não fazem exercícios

A inatividade motora das crianças hoje em dia é cada vez maior. No dia a dia reduzem o tempo livre e as opções lúdicas estão cada vez mais extintas e trocadas por navegar na internet ou assistir televisão, da qual utiliza domínios motores mínimos – apertar botões. Claro que estamos em outra época, outro momento, outros interesses e outras necessidades, mas não podemos aceitar o fato de estarmos contribuindo com este analfabetismo motor, devemos estimulá-las a manusear livros, revistas, massa de modelar, jogar bola, jogos de encaixes, quebra-cabeças, pincéis e tintas, além de muitos outros recursos simples que auxiliam no desenvolvimento global da criança.
As crianças devem ser estimuladas desde o seu nascimento. As mudanças que vão se produzindo ocorrem de forma gradual, o corpo é considerado a primeira forma de linguagem para a criança, já que com ele ela introduz sua comunicação com o meio. É a linguagem da ação. Para isso ela vai realizando conquistas sucessivas em relação ao seu espaço, seus movimentos, suas posturas, seus gestos e seus tempos. No decorrer destes acontecimentos, este corpo vai se caracterizando e tornando-se uma espécie de identidade. E cabe aos pais e educadores aproveitarem estes momentos para estimular a criança a fazer descobertas e explorar o ambiente em que ela está inserida, observando sempre a etapa de desenvolvimento em que ela se encontra.

Aspectos essenciais que devem ser trabalhados na educação motora
Trabalhar a parte motora como um processo de ajuda que acompanha a criança em seu próprio percurso maturativo, a fim de evitar o analfabetismo motor, os aspectos primordiais da educação psicomotora são: esquema corporal, lateralidade, coordenação motora fina e ampla, ritmo, noção espacial e temporal. O conjunto de todos estes elementos favorece um bom rendimento escolar, pois, sem ritmo, a criança não conseguirá acompanhar a professora quando esta escreve no quadro. Sem um bom desenvolvimento na sua coordenação fina, sua letra se tornará ilegível. Sem uma orientação espacial, seu caderno se tornará desorganizado, pulando linhas e folhas, entre outros aspectos.
Para concluir, é importante que a criança busque experiências em seu próprio corpo, formando conceitos e organizando o esquema corporal. É necessário que toda criança passe por todas as etapas em seu desenvolvimento. Por meio das atividades lúdicas, as crianças, além de se divertirem, criam, interpretam e se relacionam com o mundo em que vivem, relacionando-se através da ação como um meio de tomada de consciência que une o ser corpo, o ser mente, o ser espírito, o ser natureza e o ser sociedade.

Alessandra Torres Mendes
Psicopedagoga e Psicomotricista
alessandra.soma@outlook.com.br

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