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A importância da nutrição para a saúde da mulher
Publicado em 21/11/2019

Folha Saúde

Foto: Reprodução/FS

A nutrição representa um papel crucial em todas as fases da vida, e com a saúde da mulher não seria diferente. A fisiologia da mulher requer alguns cuidados importantes nas diferentes fases. Nesta edição, confira as dicas da nutricionista Hellen Dias sobre esse assunto.

Saúde da mulher e nutrição

Alguns nutrientes são especialmente importantes para a mulher, por isso a ingestão regular pode ser essencial para evitar doenças, como osteoporose, enxaqueca, endometriose. Até problemas como ansiedade, alterações de humor e depressão podem ser evitados com uma dieta adequada. Para ajudar nessa busca pela saúde e qualidade de vida, a nutricionista Hellen Dias detalha os cuidados nutricionais para elas, em cada fase da vida.

Adolescência

Fase de grandes modificações físicas, psicológicas e fisiológicas. Requer mais energia e nutrientes.  É caracterizada pelo início do período fértil e pela definição dos hábitos alimentares. 
Segundo a profissional, nesse período, as mulheres estão suscetíveis a deficiências nutricionais como: anemia, avitaminoses, fadiga e baixo rendimento escolar. Devemos ficar atentos aos seguintes nutrientes: proteína, ferro, cálcio, zinco, cobre e vitaminas A, C, D e E.

Idade fértil

Devido ao ciclo menstrual, Hellen destaca que há a necessidade de um consumo maior de ferro (devido às perdas sanguíneas). Com relação às alterações de humor que acontece no período pré-menstrual os nutrientes como magnésio (cereais integrais, vegetais folhosos escuros e castanhas), vitaminas D e B6 (cereais integrais, feijão, lentilha e grão de bico) são importantes para a formação de serotonina, melhorando o humor.

Período gestacional

Durante a gestação os nutrientes são essenciais para o desenvolvimento do bebê e os que merecem destaque são: o ácido fólico (lentilha, grão de bico, feijão, alface, brócolis, abacate e castanhas); ferro (carne vermelha, fígado, coração, aves e peixes, feijões, gema de ovo, frutas secas e cereais integrais; cálcio (leite de origem animal e derivados, gergelim, castanha do Pará, amêndoas, linhaça, pescada branca, sardinha, couve, brócolis, leites vegetais enriquecidos, salsa, manjericão e ovo).

Após os 30

Nessa etapa da vida, começa a haver redução do colágeno, nessa fase a vitamina C (acerola, caju, pimentão, laranja, mamão, goiaba, tangerina, limão, abacaxi, etc) é muito importante para a sua produção assim como alimentos proteicos de origem animal (carnes vermelhas, aves, peixes, clara de ovo, laticínios).

Climatério e menopausa

No climatério e menopausa o déficit de estrogênio contribui para a predisposição de alterações dos lipídios (gorduras) na corrente sanguínea, problemas vasculares e metabólicos, podendo expor a mulher ao risco de desenvolver doenças. 
Para prevenir déficits de micronutrientes, Hellen fala no consumo adequado de minerais como cálcio, ferro, zinco (peixes, fígado, carne vermelha, aves, cereais integrais, leguminosas, levedo de cerveja e milho); magnésio, selênio (castanha do Pará, atum, miúdos, levedo de cerveja, brócolis, couve, cebola, alho, repolho e tomate); vitaminas D (peixes salmão, atum, sardinha, cavala, arenque, gema de ovo e fígado); B12 (carnes, fígado, ostras, ovos, leite e queijos) e ácido fólico são importantes para o adequado funcionamento do organismo e prevenção de doenças.

Atenção a casos específicos

A síndrome do ovário policístico ocorre quando os ovários se enchem de cistos pequenos. Alguns desses cistos contêm óvulos, muitos são inativos e outros podem secretar hormônios. 
Manter uma alimentação adequada é sempre importante. Em mulheres portadoras da síndrome do ovário policístico a dieta tem papel fundamental. A associação do trabalho nutricional à conduta médica pode significar mais qualidade de vida. Para  a nutricionista, é importante dar atenção, nesses casos, para a vitamina D, cálcio, zinco, magnésio, cromo e folato.
Já quem sofre com endometriose (quadro caracterizado pela presença anormal do endométrio fora da cavidade uterina), Hellen diz que a dieta pode auxiliar na prevenção e tratamento. Isso porque os alimentos estão ligados ao equilíbrio hormonal do organismo. Ofertar uma quantidade e qualidade de nutrientes adequadas pode alterar positivamente, assim como a alimentação pobre em nutrientes pode trazer desfavores ao processo saúde - doença. A alimentação para prevenção de endometriose deve ser rica em fibras, vitaminas A, C, E, B6 e ômega 3, magnésio e ácido fólico.
Além disso, os cuidados com a alimentação podem ser extremamente importantes para o controle de doenças como a candidíase. A dieta deve oferecer nutrientes básicos para um excelente funcionamento imune, o que deve incluir, também magnésio, ômega 3, vitaminas A, C,E, B6 e acido fólico.
“O importante é lembrar de que uma alimentação equilibrada é fundamental para o bom funcionamento do corpo. O acompanhamento de um profissional auxilia no desenvolvimento da educação alimentar de cada pessoa.  Nenhum alimento sozinho possui todos os nutrientes necessários para a manutenção da boa saúde, por isso é sempre bom o auxílio de um nutricionista, que poderá oferecer uma dieta individualizada, rica e variada”, explica a nutricionista.

 

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