A doença e seus fatores de risco
Publicado em 21/05/2013

Folha Saúde

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Mário Menna Kalil

O câncer de mama é mundialmente a forma mais comum de cancro em mulheres, afetando, em algum momento de suas vidas, aproximadamente uma em cada nove. É a segunda maior causa fatal de câncer em mulheres (depois do câncer do pulmão) e o número de casos vem crescendo significativamente desde 1970, um fenômeno parcialmente atribuído ao estilo de vida moderna.
Segundo o médico mastologista, Mário Menna Kalil, o câncer de mama é o que mais mata mulheres mundialmente. “Cerca de 70 a 80 mulheres em cada 100 mil apresentam câncer de mama e, na região Sul, a incidência é de até 120 mulheres a cada 100 mil”, destaca. O médico conta que ainda são feitas pesquisas para saber qual a causa de nosso Estado apresentar o maior número de pacientes com a doença.
Kalil explica que as causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando ambas inter-relacionadas. As externas relacionam-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de um ambiente social e cultural. Já as internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas. Estão ligadas à capacidade do organismo se defender das agressões externas. “A probabilidade de uma mulher com saúde normal desenvolver câncer de mama, até os 90 anos, é de 10%. Se ela tem mutação nos genes, alteração no estudo genético, a chance pode ser de 70 a 80% de desenvolver o câncer”, ressalta.
O mastologista salienta que o exame de sequenciamento genético é orientado apenas em casos importantes. “Se a família tem histórico de câncer de mama, se realmente há necessidade e é uma decisão muito séria, é um exame caro e a pessoa tem que estar preparada psicologicamente. Por exemplo, mulheres que desenvolvem câncer de mama com idades que variam entre 20 e 40 anos, devem ser aconselhadas a fazer o mapeamento genético”, acrescenta.

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