Bagé / RS, Domingo, 26 de Maio de 2019
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Segurança

Jovem é condenado pela morte de Rafael Garcia Rangel

Patric Antecher da Silva, 23 anos, foi condenado a 21 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado, sem direito de recorrer em liberdade, ontem, no salão do júri da comarca local, pelo crime de homicídio qualificado de Rafael Garcia Rangel, em outubro de 2013. As qualificadoras foram motivo fútil, perigo comum e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Ele também foi condenado pelas tentativas de homicídios praticados contra as outras quatro vítimas. O réu saiu do tribunal do júri, detido, e foi conduzido ao Presídio Regional de Bagé. O júri popular foi presidido pela juíza Naira Melkis Pereira Caminha, o advogado de defesa foi Alex Barreto, e a acusação ficou a cargo do promotor de Justiça Criminal do Ministério Público, Cláudio Rafael Morosin Rodrigues.

Denúncia
De acordo com a pronúncia, no dia 13 de outubro de 2013, por volta das 23h, na rua 238, bairro Tarumã, em frente a um Centro de Tradições Gaúchas (CTG), Silva, desferindo disparos de arma de fogo (não apreendida), matou a vítima Rafael Garcia Rangel. As lesões ocasionaram choque hemorrágico, devido ao ferimento transfixante de vasos.
Na ocasião, o denunciado, por motivo íntimo, descontente com o fim do relacionamento com uma adolescente, na época, e também pela vítima ter dançado com a jovem na festa que ocorria no local do fato, avistou Rafael no portão de entrada da entidade tradicionalista, sacou a arma e disparou contra ele, acertando-o três vezes. Em seguida, o réu fugiu do local e ocultou a arma.
Segundo a sentença, o delito foi cometido por motivo fútil, pois Silva atirou na vítima, por ciúmes da adolescente porque tivera com ela envolvimento amoroso fugaz e superficial algum tempo antes do fato, bem como porque o ofendido, na mesma noite, dançou com a adolescente no baile que ocorria no CTG.
O denunciado, na execução do delito, empregou recurso que impossibilitou a defesa do ofendido, uma vez que o abordou pelas costas e, em ato contínuo, disparou a curta distância, sem possibilitar qualquer recurso de defesa. O crime também resultou em perigo comum, na medida em que havia um número indeterminado de pessoas no local. Algumas, inclusive, foram atingidas. Além disso, havia crianças na festa, pois o evento foi promovido em comemoração ao Dia da Criança.

O que disse o réu?
O réu Patric Antecher da Silva relatou ao conselho de sentença que foi o autor dos disparos que vitimou Rangel. "Eu estava em frente à festa. O Rafael veio em minha direção e disse 'hoje tu vai' e fez menção que ia puxar a faca. Dei o primeiro tiro no chão e disse que não queria briga. Ele seguiu vindo para cima de mim, então efetuei mais dois tiros em direção a ele. Depois, sai correndo e atirei a arma para trás. Eu tinha problemas com ele por causa de umas carreiras, que eu ganhei dele, mas ele não quis me pagar. Em outra oportunidade, ele também me bateu com um rebenque. No dia do fato, ele saiu com uns amigos dele e deram umas pedradas em mim e em um amigo meu. Depois, voltaram para o salão. Quando voltaram foi que aconteceu tudo", disse Silva.
Ele garantiu que não teve relacionamento sério com a jovem e que o desentendimento não teria sido por causa dela. Aguçado pela defesa, o réu ressaltou que se sentia perseguido pelas polícias, - a Militar porque realizava abordagem todas as vezes que o avistava; a Civil por cumprir diversos mandados em sua casa.

Depoimentos das vítimas
Além da morte de Rangel, pelo menos, outras quatro pessoas foram atingidas no dia do crime. Três delas foram depor, ontem, perante o conselho de sentença. O primeiro, um autônomo morador no São Martim, contou que estava na festa, no bairro Damé. “Estava na frente do salão com Rafael, de repente, ouvi os estampidos, quando olhei para o lado ele já estava caindo e eu senti que também tinha sido atingido. Ainda estou em tratamento psicológico. Tive que tirar o baço e fazer cirurgias”, frisou. Ele frisou que a vítima era uma pessoa do bem.
A segunda vítima foi um consultor e músico, de 34 anos, que enfatizou ter trabalhado há mais de 16 anos na noite. “Fui convidado a fazer o baile do Dia das Crianças. Era um baile infantil, então levei meu sobrinho. Teve um intervalo e os músicos ficaram conversando. Ouvi barulhos, mas achei que eram balões estourando. Não identifiquei que era tiro, porém, as pessoas começaram a correr, gritar e desligaram o som. Os adultos escondiam as crianças até embaixo dos bancos”, acrescentou ele, ao contar que uma bala ricocheteou no chão e entrou no seu pé. “Fiquei quatro anos e meio sem poder trabalhar, machucado (...)”, completou.
Um jovem de 22 anos, peão de estância, também foi atingido e informou que estava na festa, mas ouviu os barulhos e achou que seria bombinhas. “Porém, vi quando o Rafael caiu. Eu tinha 16/17 anos. Ouvi mais disparos e percebi que fui atingido. Corri em direção a minha família. O Rafael era muito tranquilo, se dava bem com todo mundo”, comentou. Ele explicou que a vítima dançou uma música com uma menina e saiu para tomar uma cerveja. “Ele praticamente caiu nos meus pés. Fui atingido pelos estilhaços. Foram cerca de sete a oito tiros”, garantiu.

Testemunhas da acusação
O primeiro a ser ouvido foi um policial civil que atuou no dia do crime. Ele começou contando como as informações chegaram até a polícia. “Eu estava de sobreaviso naquele dia e recebemos uma ligação dizendo que teria vários feridos e um morto no local do crime. “Quando chegamos no local nos informaram que quem teria efetuado os disparos seria o ‘Quinho’. Era festa de Dia das Crianças, então tinha mais de 40. As testemunhas relataram que o réu teria chegado pelas costas do Rafael, batido no ombro e quando ele se virou, desferiu os disparos. Praticamente à queima roupa. Após, mesmo sabendo que era festa para crianças, desferiu vários tiros para o interior do salão. Poderia ter atingido uma criança. As testemunhas foram taxativas, o Rangel não puxou faca nenhuma. Era um galpão, as pessoas que estavam lá no fundo do salão foram atingidas”, explicou o policial, informando que Patric, os dois irmãos e alguns familiares são conhecidos da polícia. “Hoje, o bairro Damé é comandado por eles. Lá, o pessoal tem medo dos Antecher. Eles distribuem drogas, escondem armas nas casas das pessoas, ameaçam e realizam disparos em via pública. Semana passada, eles efetuaram disparo contra uma guarnição da Brigada Militar. O Patric e os irmãos estão na criminalidade desde adolescente. Até hoje, eles coagem os moradores para esconder ilícitos. Mas a polícia está atenta”, concluiu.
Depois, um cobrador do transporte coletivo, que na época fazia parte do CTG, falou aos presentes a versão. “Estava acontecendo a festa das crianças. Teve um intervalo, do nada, o Patric chegou, tocou nas costas do Rafael e atirou. Eu vi ele atirar. Estava muito perto. Não sei como não fui atingido. O Rangel era do bem e não tinha problemas com ninguém. Nem nós do piquete não podíamos entrar de faca, ele não puxou faca para o Patric. Ouvi, no mínimo, quatro disparos”, salientou.
O próximo a ser ouvido foi o serralheiro e patrão da entidade tradicionalista. Ele informou que também é músico e estava no palco. Teve um intervalo, a minha esposa me chamou dizendo que estava tendo tiroteio. “Fazíamos a festa desde 2007, tinha 48 crianças lá, além dos familiares. Eu conheço toda a família do Patric, inclusive, o pai dele estava lá dançando”. Sobre a vítima, o músico disse ter perdido praticamente um filho. “Era como se fosse da família. Tínhamos um carinho enorme por ele. Não tinha maldade com nada. Diariamente, ia tomar mate comigo”, destacou.
Passava do meio-dia quando foram ouvidas as duas últimas testemunhas, que também contaram como foi o caso. Uma delas, a jovem que teria dançado com Rafael minutos antes dele ser morto. “Éramos muito amigos. Dançamos. Depois, ele foi tomar uma cerveja e eu fui ajudar a empurrar o carro de uns amigos do meu pai. Em seguida, o Patric passou correndo. Eu fiquei com ele uma vez só e não quis mais. Ele insistia, mas não namoramos”, disse.

Familiares e amigos presentes
Mais de 30 pessoas, entre familiares e amigos de Rafael, se fizeram presentes no júri popular. Com faixas, camisetas e visivelmente emocionados, todos pediam por justiça e que o caso não caísse no esquecimento. Pois eles perderam uma vida, que, segundo relatado, "era uma pessoa de bem, tranquila, carinhosa e amiga".
O promotor poucos antes de retornar o júri, na parte da tarde, conversou cerca de cinco minutos com os familiares. Uma das falas foi: "Estou aqui para defender o principal direito de um ser humano, que é a vida. Não tenham dúvidas que lutarei por isso até o fim", disse.

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