Bagé / RS, Domingo, 26 de Maio de 2019
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Pediatra explica doença mão-pé-boca e esclarece sobre maior incidência

O município de Piratini, no mês passado, suspendeu as aulas nas escolas de Educação Infantil em decorrência do aumento da doença conhecida como mão-pé-boca. Em Dom Pedrito, no início deste mês, ocorreu o mesmo. As aulas, no município vizinho, foram suspensas por sete dias, porque estudantes e até mesmo funcionários de uma escola apresentaram os sintomas. A instituição de ensino, segundo nota publicada nas redes sociais da Prefeitura de Dom Pedrito, passaria por uma higienização completa. Mas, afinal, que doença é esta e por que houve esse aumento no número de casos? A reportagem do Folha do Sul conversou com a pediatra Cledinara Salazar, que atua em Bagé. Ela confirmou que, neste ano, inclusive em seu consultório, há maior procura, pois algumas crianças apresentaram sintomas que caracterizam a mão-pé-boca. Mas ela garantiu que não se trata de uma novidade e que várias crianças possivelmente tiveram a doença, mas os pais nem notaram.
A profissional explicou que sempre há casos da doença. Isso anualmente, em todos os períodos. A mão-pé-boca é causada por um vírus (o Coxsackie) e, periodicamente, conforme a pediatra, há mais casos. Isso porque o vírus "encontra" um grupo maior de crianças que possivelmente não tiveram a doença ainda e, por isso, não estão imunes. Em síntese, em outros períodos, o vírus circulou em meio a um grupo menor, e, assim, a transmissão não foi tão expressiva. Em seu consultório, ela garantiu que observou maior número de casos, mas que não chegou a ser exorbitante.

Sintomas, transmissão e tratamento
A doença, conforme Cledinara, tem como quadro inicial a febre, como em uma gripe. Inclusive, pode haver secreção nasal. A criança fica indisposta e pode apresentar uma febre mais alta, cerca de 39º ou 39,5° nas primeira 24 ou 48 horas. Entre o segundo e o terceiro dia, começam a aparecer lesões na pele e na boca. Por isso é chamada de síndrome mão-pé-boca, porque o quadro clássico. Além disso, aparecem lesões dentro da boca (aftas) e, após, ao redor. Também podem aparecer lesões na palma das mãos e na planta dos pés. "Também é comum na região do períneo, na região da fralda", elucidou. "O quadro clássico é esse. Pode ser mais ou menos exuberante. Depende de cada criança", acrescentou. Geralmente, a doença acomete crianças menores de 5 anos, mas é mais comum entre aquelas com idades entre 1 e 2.
Cledinara ainda informou que a mão-pé-boca é altamente transmissível. Mas pode se manifestar com um quadro similar a uma gripe, com coriza, dor de garganta e febre. E, por isso, por vezes, não se sabe que foi o mesmo vírus daqueles casos mais avançados que agiu. É claro que a doença pode, sim, formar um quadro com lesões que até se espalham para outras partes do corpo - o que não é comum, segundo ela. "O mais clássico é a febre e as lesões mão-pé-boca. Mas tem uma incidência alta com poucos sintomas", elucidou. Ainda sobre a transmissão, Cledinara explicou que é justamente por ser alta que crianças levadas para a mesma escola acabam sendo acometidas pela doença.
A transmissão começa logo nos primeiros sintomas, quando a febre se manifesta, e ocorre durante até duas ou quatros semanas. Cledinara lembrou que é fecal-oral, ou seja, a contaminação acontece pela saliva e também pelas fezes. Por isso, em escolinhas, bem como em casa, a orientação é que higienize bem as mãos antes de trocar a frada de cada criança. Questionada se a doença também acomete adultos, afirmou que, sim, mas é raro, justamente porque a maioria já está imune ao vírus, por já ter desenvolvido a doença em algum momento quando criança. Sobre a gravidade da doença, a pediatra foi enfática: "Não é grave, mas é chata, pelo quadro febril, que debilita a criança; pelas aftas que podem ser muitas e causa desconforto para comer. É preciso cuidado para a criança não desidratar. Mas é uma doença benigna, mas como toda doença viral baixa a imunidade, favorecendo que se pegue uma infecção em cima. Por isso é necessário cuidado".
O tratamento é sintomático, porque é uma doença causada por um vírus e não há um medicamento específico para combatê-lo. Assim, a orientação é por cuidados gerais, com a alimentação, hidratação (é importante o consumo de bastante líquido), e com administração de medicação para dor, como analgésicos e anti-inflamatórios. Para a pele não são indicadas pomadas, mas higienização, que deve ser feita com cuidado. Após o banho, por exemplo, é preciso secar as áreas com bastante delicadeza. Cledinara comentou que o tipo de lesão raramente causa coceiras nos pequenos e, quando há, é mínima.  

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