Bagé / RS, Terça-feira, 23 de Outubro de 2018
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Política | Colunista: Márcia Sousa

Comunicador afirma que hoje impera a política dos cargos e do dinheiro

Análise da eleição de outubro

Muza enfatiza que existe ideologia do poder
Muza enfatiza que existe ideologia do poder
Crédito: João A. M. Filho

O radialista e colunista do jornal Folha do Sul, Edgar Muza, 77 anos, participou da primeira cobertura de eleição da sua vida como comunicador em 1962. Naquele ano, houve eleições diretas para governador em 11 estados e para o Congresso Nacional.  Esse foi o último pleito antes de o Brasil mergulhar na Ditadura Militar em 1964. Nesses mais de 50 anos, o radialista mais antigo em atividade no Rio Grande do Sul participou das coberturas de todas as eleições do país. Ele vivenciou os anos de chumbo e a redemocratização.
O bageense sentiu na pele as imposições do regime militar. Não foram raras as vezes em que teve que ir ao um dos quartéis da cidade para dar explicações ao comando do Exército. Porém, nunca se vergou ao peso da ditadura militar e o microfone era a sua maior “arma” contra os que queriam silenciar, a ferro e fogo, a imprensa.
Passados esses anos, o pleito deste ano é imprevisível, instável e o mais temerário dos últimos tempos. Bem antes do início da campanha eleitoral de rua, no rádio e na TV, instalou-se o radicalismo pelas redes sociais, onde impera o extremismo da chamada esquerda e da extrema direita. Outro fato que diferencia a eleição de outubro é o peso da internet no processo.
Foi sobre esse mosaico escorregadio no campo político que a colunista conversou com o Muza. Ele fez uma análise sobre a eleição de outubro.

Direita e esquerda unidas
Ao traçar um paralelo de como era o cenário eleitoral de alguns anos atrás com os tempos atuais, o radialista argumenta que, antigamente, havia mais respeito entre os partidos, que tinham como base de atuação defender suas teses. Hoje, segundo ele, o que impera é a política dos cargos e do dinheiro. “É negociação pura e simples”, alega.
O comunicador afirma que a esquerda e a direita sempre estiveram unidas em nome do poder. Ele recorda que, em 1944, o então presidente da República, Getúlio Vargas (PTB), foi cassado. Como o gaúcho nascido em São Borja não poderia concorrer no pleito do ano seguinte, ele se aliou ao PSD para impedir que a UDN ganhasse a eleição. Para o radialista, o poder é sempre o objetivo de todos os políticos, independente de cor partidária.
Dentro desse contexto, Muza salienta que o candidato a presidente da República na eleição de outubro, Jair Bolsonaro (PSL), foi sempre de direita e agora resolveu alçar voos mais altos, para preencher um vácuo criado pela falta de política e de uma ideologia. Segundo o radialista, hoje o que existe é a ideologia de poder.

Não existe debate e sim ofensa
Muza, que ao longo de quase 60 anos de rádio teve que aprender a se adequar às novas tecnologias, comenta que as redes sociais representam uma evolução – ferramentas muito utilizadas, segundo ele, por partidários e cabos eleitorais. Porém, observa o perigo do uso desmedido dessas ferramentas, com manifestações livres, onde qualquer um diz o que bem quer, porque as regras não são as mesmas impostas para o rádio e a televisão, por exemplo. O comunicador acrescenta que, por meio das redes sociais, não existe debate e sim ofensa. “O que se quer ver é sangue”, pontua. Nesse sentido, o radialista diz que o político deveria colaborar, criando um ambiente mais democrático com envio de mensagens propositivas e não de violência.

Ascensão meteórica
Sobre a ascensão meteórica de Bolsonaro, quando todas as pesquisas de intenção de voto o apontam na liderança, Muza argumenta que isso ocorre porque as pessoas conhecem o que ele diz. “Ele procura não mascarar o que pensa”, pontua.
Para o radialista, Bolsonaro nem precisaria sair do hospital, porque a campanha eleitoral dele, depois do ataque que sofreu, está pronta. “O brasileiro gosta de vítima”, acentua.
Sobre as análises de cientistas políticos e jornalistas, de que existe possibilidade de haver um vencedor na disputa ao Palácio do Planalto em primeiro turno, Muza contesta que isso possa ocorrer. O radialista enfatiza que, entre votos nulos, brancos e indecisos, o percentual é de 50% - num universo de 147 milhões de eleitores. Com base nesses números, o comunicador afirma que a conta não fecha para que alguém seja eleito no primeiro turno.

Para ele, pesquisas induzem
Muza é conhecido por ser avesso às pesquisas de intenção de voto. Por isso arrisca dizer que nem Bolsonaro está garantido no segundo turno. Segundo ele, toda pesquisa é indutora. Lembrou que, no momento em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso em Curitiba, autorizou o nome do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, como o candidato a presidente do partido, o petista subiu nas pesquisas. “Essa foi a estratégia de Lula, levar até o final para salvar o partido que ele quebrou”, frisa.

Corrida no Estado
Questionado sobre o porquê de o governador José Ivo Sartori (MDB), que concorre à reeleição, liderar as pesquisas de intenção de voto, já que o funcionalismo público não tolera a gestão dele em função do parcelamento dos salários, o radialista afirma acreditar que esse desempenho do emedebista se deva ao fato de que ele conseguiu equilibrar a receita e a despesa do Rio Grande do Sul, com medidas severas como o enxugamento de gastos e redução da máquina pública. Muza acrescenta que, mesmo enfrentando a fúria dos deputados de oposição na Assembleia Legislativa, Sartori conseguir equilibrar as contas do Estado.
Sobre a escalada do candidato a governador, o ex-prefeito de Pelotas, Eduardo Leite (PSDB), que está em ascensão nas pesquisas de intenção de voto e no ranking ocupa o segundo lugar, o radialista diz que isso se deve ao tucano ter ao lado o PP, que tem um número expressivo de prefeitos e vereadores, e por ele ter feito o que considera como uma excelente gestão na Princesa do Sul, com mais de 80% de aprovação quando deixou a prefeitura.

Democracia prevalece
Alguns especialistas apontam que o ódio instalado nas redes sociais ameaça a democracia do país. Muza não concorda com essa teoria. Segundo ele, as instituições do Brasil estão funcionando bem. Ele afirma que a democracia é a base do combate à corrupção. Cita como exemplo os políticos e empresários que estão presos por conta de escândalos de corrupção no centro do poder em Brasília.

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