Bagé / RS, Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
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Bagé: 206 anos | Caderno: Bagé: 206 anos

Expectativas para o Distrito Industrial

por Érica Eickoff

Nestes 206 anos de Bagé, a reportagem aponta o potencial industrial do município e o que gestores projetam para esse setor. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Bayard Pereira, o projeto Empreende Bagé, por exemplo, objetiva incentivar e apoiar as iniciativas empreendedoras. O foco principal é o incentivo à instalação de novas empresas no Distrito Industrial. Além disso, o programa visa ao emprego de tecnologias e ações inovadoras, potencializando a economia local e regional, com ênfase na responsabilidade social e ambiental.
Conforme Pereira há, ainda, outros objetivos, que são atrair novas indústrias, incentivar a expansão das existentes e criar uma cultura concreta neste âmbito na região. O secretário comenta que, na década de 70, o Estado doou uma área para desenvolvimento de uma ação de incentivo. “O Estado, quando criou, no município, o distrito, montou um plano de desenvolvimento chamado Polo Proteico, onde a principal matéria-prima a ser vendida era o boi - não só a carne, mas o couro e as vísceras. A ideia era aproveitar tudo. Aqui, o polo nunca saiu do papel e a área ficou sem utilização até 2007”, explica.
Em 2007, relata, foi feita a intermediação da vinda da Perdigão para Bagé. “Foi quando o grupo BRF (do qual a Perdigão faz parte) implantou, na área, uma central de recebimento de leite. Em 2015, todas as áreas da BRF vinculadas ao setor lácteo negociaram com a Lactalis. De 1979 até 2007, não havia tido uma sequer, pois só se tinha o frigorífico e o curtume, que hoje é Curtume Bagé. De 2007 para cá, nada foi feito”, salienta.
O secretário comemora, agora, a implantação da empresa Agropik Brasil, voltada ao comércio de sementes. Ela adquiriu 4,8 hectares no Distrito Industrial.  
 
Empreende Bagé
O secretário comenta que, no dia 23 de junho, foi lançado o projeto com o objetivo de divulgar o distrito para os investidores locais. “A ideia é 'abraçar' os que já estão empreendendo no município. Concluímos com o governo do Estado uma boa condição - o preço praticado por hectare dentro do distrito de Bagé é o menor entre os outros seis municípios do Estado que fazem parte do projeto. O hectare, aqui, está por R$19 mil”, aponta.
Pereira destaca que, no dia de lançamento, 19 empreendedores assinaram a carta-consulta. Contudo, foram postos 20 empreendimentos, pois um empreendedor assinou duas delas. “Fechamos com 20 no lançamento. Em 15 dias, estamos com mais 10 investidores, somando 30 com carta-consulta assinada. Isso, obviamente, não significa que todos vão concretizar o negócio, mas boa parte, sim. Se desses 30, 15 concretizarem, vai ser um ganho e tanto. Segundo Pereira, esse projeto possibilitará a mudança da realidade econômica da região - hoje focada no comércio e no serviço. “Quase 57% do Valor Agregado Bruto (VAB) da região do próprio Produto Interno Bruto são calçados no comércio e serviço. Só 13,2% está calçado na indústria. O que precisamos? Caminhar em direção à cultura industrial e, para isso, criar condições. Ocupar essa área é uma delas, pois o espaço tem como função e característica empreendimentos industriais”, aponta.
O secretário relata que o objetivo, assim, "é trilhar um caminho numa perspectiva de sair de um ciclo vicioso, é tentar, em certo período de tempo, dobrar esse percentual, ou seja, passar de 13% para 26%", o que é considerado, por ele, um bom patamar. Para isso, é necessário, conforme argumenta, industrializar as matérias-primas. "Uma delas é o arroz: 95% sai da cidade a granel, ou seja, sem alteração nenhuma. É uma realidade péssima e devemos inverter”, argumenta.
 
Investidores
Um dos grupos que deverá se instalar no distrito, diz Pereira, deve investir em arroz parboilizado. Outro propõe uma fábrica de ração, que usará a casca do arroz para isso,  bem como a soja, que sai toda a granel. “Possuímos, aproximadamente, 100 mil hectares de soja plantada e não temos uma empresa de óleo de soja no município. O grande desafio é processar as matérias-primas. Com isso, vamos gerar empregos no setor industrial, deixar de sermos exportadores de inteligência e vamos ampliar a participação no valor agregado bruto”, ressalta.
O titular da pasta salienta que seis investidores do setor moveleiro da cidade irão se juntar ao distrito. “Sempre nos preocupamos em fortalecer esse trabalho, que estava parado nos últimos nove anos. A ideia é criar um núcleo. Foi plantada muita madeira na região e não é agregada quase nada”, aponta.
Uma empresa de pavilhões também deve fazer parte. Pereira destaca que ela, talvez, já forneça material para quem for construir no local. Empresas de produtos de limpeza de casa e cosméticos estão no negócio, como destaca o titular da pasta. Ele salienta que um investidor de fora da cidade entrou em contato, pois também tem interesse em adquirir um espaço no distrito. Ele possui uma empresa de concreto.  “Até o fim desta gestão queremos mudar um pouco o panorama da cidade e dobrar a participação da indústria local. Com isso, a ideia é ampliar o número de empregos”, destaca.
A forma para adquirir um espaço na área é fácil, como define o secretário. “Além do valor ser baixo –  R$19 mil -, o investidor pode dar 10% de entrada e parcelar em até 30 vezes. Ainda pode dar o imóvel que está adquirindo como garantia. O Fundo de Aval a Micro e Pequenas Empresas (Fampe) do Sebrae garante até 80% do financiamento de um investidor para o Banco do Brasil e Badesul”, explica.

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