Bagé / RS, Quarta-feira, 26 de Junho de 2019
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Gladimir Aguzzi
Coluna: Papo de Elevador
Papo de Elevador

Papo de elevador

Qual Câmara?
Contei na última quarta-feira que um amigo me perguntou qual a melhor Câmara de Vereadores que tivemos? Pergunta difícil. Em primeiro lugar porque a Câmara como a concebemos existe desde os tempos do império, foi constituída em Bagé logo após a Revolução Farroupilha, tem uma história muito interessante; em segundo lugar, porque haveremos de fazer injustiça, alguns vereadores foram brilhantes, apesar da legislatura não ser.

Omissão e contexto
Ainda na mesma edição de quarta, foi possível discorrer sobre alguns vereadores eleitos. Se esqueci nomes, esclareço que o contexto da análise me permitiu. Claro que deveria registrar determinadas pessoas históricas para nós, bageenses, como a primeira vereadora mulher, Lígia Almeida, e Iolando Machado, considerado o vereador do Brasil há mais tempo na vereança.

Do abolicionismo ao mandato de graça
Escolher a melhor Câmara pelo conjunto da obra, levando-se em consideração que não há uma análise profunda sobre a legislatura imperial que declarou liberto os escravos no município em 1884 ou aquela dissolvida no Decreto do Estado Novo em 1930, é uma missão árdua. Ainda mais quando sabemos que houve uma turma que fez seu mandato de graça a partir de 1967. Ordens do Regime Militar.

A melhor de todas
Pois bem. Teve uma legislatura que fez “gato e sapato”, contou com grandes discursos, estratégias políticas de “tirar o chapéu” e mudou vários conceitos do que é ser vereador.
Essa legislatura contava com: Dudu Colombo, Delvo Oliveira e Nádia La Bella, do PT; Luiz Carlos Deibler, Luís Carlos Palma e Volmir Silveira, do PMDB; Antônio Ferreira, do PL; Graciano Pereira e Nasser Yusuf, do PFL; Írio de Los Santos, PSDB; Luís Augusto Lara, Afonso Hamm, Luís Felipe Vaz Alves, Fernandinho Teixeira e Sonia Leite, do PPB; Carlos Fico, do PSB; Aírton Leão, Jucelino Rosa dos Santos,  Ivan Lima, Adão César Mattos (Bolão) e Antônio Fayad, do PDT.

Tudo aconteceu
A legislatura de 97 a 2000 teve presidente que renunciou no meio do mandato, era um ano o mandato da mesa diretora da Câmara, vereador de oposição assumindo a prefeitura; embates antológicos de oposição e situação; suspense em saber de que lado determinado parlamentar estava; direita votando na esquerda para a presidência. Enfim, quase tudo aconteceu. E ouso registrar que foi a maior onda de troca de partidos da história de Bagé.

Números nada exatos
Em 1996 foram eleitos 21 vereadores. Sendo nove de situação, o prefeito era Carlos Sá Azambuja, que tinha na base PPB, PFL, PSDB e PL. Na oposição, supostamente, 12 eleitos, visto que PT e PMDB concorreram coligados, fizeram seis vereadores;  PDT não teve candidato a prefeito, mas era oposição ao PPB de Azambuja, e elegeu cinco. O PSB concorreu no campo de esquerda e elegeu Carlos Fico.

Cresce, incha, racha e quebra
Quando escrevo “supostamente” 12 eleitos para a oposição é porque o PMDB rachou e em determinado momento o PSB titubeou. Nem a situação se manteve com os nove. Perdeu e ganhou vereadores. Para que o leitor tenha uma ideia, nessa legislatura um partido se formou na Câmara, teve a segunda maior bancada, elegeu o presidente (Felipe Vaz Alves) e voltou a ser nanico: o PTB.

O PTB dos cinco
Eleito para o segundo mandato de vereador pelo PPB, Luís Augusto Lara, deixa o partido (que antes era PDS), vai para o PTB e acaba concorrendo a deputado estadual em 1998. No entanto, nesse caminho até concorrer a Assembleia, o Partido Trabalhista Brasileiro teve Luís Felipe Vaz Alves, eleito presidente da Câmara em 98, Nasser Yusuf, Ivan Lima e Adão César Mattos. Em uma “tarrafada” só, o PTB ganhou uma bancada de cinco parlamentares. Saíram dois do PDT, dois do PPB e um do PFL. 

Vai e vem de oposição e situação
PT e PDT se uniram para combater o governo de Azambuja, não conseguiram levar junto o PMDB coeso. Luiz Carlos Deibler não mordeu a isca. Volmir e Palma, sim.
E o PTB, que acabou perdendo Nasser, Ivan Lima e Adão César para o PDT, acabou votando com a oposição nas pautas que mais interessavam, como os financiamentos para pavimentar Bagé pretendido por Azambuja.
No final de 98, saem da Câmara Luís Augusto Lara, eleito deputado, e Afonso Hamm, que concorre a federal, não se elege e assume a Secretaria Municipal de Agricultura.

Suplentes
Sonia Leite, Manuel Machado e Vanderlei Bueno da Rosa assumiram o mandato, eram suplentes. Manuel também foi secretário de Assistência Social. Elda Gasparri, eleita, ficou quase todo o mandato na Secretaria da Saúde, assim como Fernando Teixeira permaneceu um período no Executivo e voltou para a Câmara, já fora do PPB.

Talentos do Legislativo
O que havia de mais interessante na maioria dos vereadores desse final dos anos 90 era o talento político. Jucelino, Delvo Oliveira, Nasser Yusuf, Dudu Colombo e Nádia La Bella, pela oposição, sabiam o que fazer. Tinham talento para a vereança. De outro lado, Antônio Ferreira, Luís Carlos Deibler, Graciano Pereira, Carlos Alberto Fico e Írio de Los Santos. Alguns mais, outros menos, mas todos esbanjando conhecimento legislativo.

O caminho do meio
Agora, vamos ver quem estava no meio do caminho, ou começando uma trajetória política ou não querendo entrar em brigas: Afonso Hamm, Luís Augusto Lara, Luís Felipe Alves, Volmir Silveira, Sonia Leite, Antônio Fayad e Aírton Leão. Desculpem se esqueci alguns nomes. Porque na verdade essa foi a grande legislatura da Câmara. Vi vários talentos na vereança.

Um caso, dois casos...
O vereador Carlos Alberto Fico, PSB, não fez parte da corrente de esquerda montada na Câmara. Inclusive foi eleito presidente do Legislativo, no último ano, com votos da bancada governista.  E se isso é apenas um fato inusitado, ainda haverei de contar aqui o maior de todos, em que uma articulação política se tornou o feitiço contra o feiticeiro, com o mais radical da oposição indo parar na cadeira do prefeito. E o prefeito era Azambuja, que viu em menos de um dia ameaçado de demissão todos os seus secretários e a promessa do pagamento dos salários atrasados do funcionalismo. 

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