Bagé / RS, Quarta-feira, 24 de Abril de 2019
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Bruna Foletto Lucas
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Cinco décadas de Bonnie e Clyde: uma rajada de balas

Em 2017, o clássico de Arthur Penn completa 50 anos. “Bonnie and Clyde: Uma Rajada de Balas” foi lançado em uma época turbulenta em Hollywood e, junto a outros filmes, como “A Primeira Noite de Um Homem” (Mike Nichols), começou a nova Hollywood, ou também chamada de nova onda americana.
Os filmes americanos dos anos 50 e começo dos anos 60 focavam em gêneros que já estavam sendo usados incessantemente como musicais e histórias épicas. Filmes tentavam alcançar o sucesso de “A Noviça Rebelde”, mas não chamavam mais a atenção dos espectadores e apresentavam quedas drásticas nas bilheterias. A “velha Hollywood” começou a perder dinheiro e o lugar para os jovens diretores que começavam a surgir. Francis Ford Coppola, Martin Scorsese, Robert Altman, George Lucas, etc., começaram a fazer filmes para espectadores que não se sentiam representados ou desafiados pelos filmes da velha Hollywood. Jovens recém-saídos da faculdade começaram a lotar cinemas (70% das pessoas que iam para o cinema tinham menos de 30 anos; e, mais da metade, tinha ido para a universidade) e pedir por filmes mais inteligentes. Filmes “diferentes” com relevância artística e intelectual começaram a achar seu lugar em meio à audiência americana e sessões de filmes franceses (Truffaut, Godard, Rohmer, Jacques Rivette, Agnès Varda) começaram a lotar os cinemas.
Os estúdios americanos entraram em pânico e começaram a ceder aos pedidos de mudança dos novos diretores, que estavam preocupados com inovações (tecnológicas e narrativas). As normas clássicas de Hollywood começaram a ser desafiadas e as regras e convenções de Hollywood começaram a sofrer mudanças. Os diretores tornaram-se autores dos filmes e estúdios foram obrigados a mudar o estilo de produção dos filmes, consequentemente enfraquecendo o studio system.
Há 50 anos, “Bonnie e Clyde: Uma Rajada de Balas” deu início a essa mudança no cinema americano. Sendo produzido e estrelado por Warren Beatty (com apenas 30 anos na época) o filme foi um sucesso de bilheteria e chocou espectadores com a combinação de violência e humor. Além de tratar o tema de uma juventude descontente com o ambiente ao redor. O filme retrata uma deterioração de valores morais e da busca pelo “sentido da vida”, com um final que deixa o espectador com um sentimento de vazio, ao contrário do tradicional final feliz (mocinho com a mocinha, felizes para sempre).
Pauline Kael, uma crítica americana que escrevia para o New York Times, escreveu sobre o filme na época em que foi lançado. Kael declarou que o mais chocante sobre o filme era a “ausência de sadismo” pelos protagonistas, que recorriam à violência sem hesitação e sem apresentar problemas morais. Ainda mais, ela escreveu que a “brutalidade que surge dessa inocência é muito mais chocante que a brutalidade calculada de assassinos violentos”. Isso fez com que audiências simpatizassem com os dois protagonistas, principalmente pela ingenuidade e inocência dos dois (lembrando os problemas de Clyde na cama), refletindo uma mudança na expectativa dos filmes americanos.

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