Bagé / RS, Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2019
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José Brasil Teixeira | Porto Alegre/RS
Coluna: Opinião
Opinião

Pais, filhos e emoções

Normalmente, a circunstância de se ter e criar filhos gera um arco-íris de emoções que pode ser classificado e quantificado ao longo do tempo. Arrisco, aqui e para isso, raciocinar e falar em uma faixa de ocorrências emocionais que fica entre o que é e o que idealmente deveria ser, em todo o acontecimento.
Desde a gestação, talvez antes, na expectativa da concepção, a biologia específica da mulher que vai ser mãe dá início a uma relação de afeto com o fato global e o concepto. A qual poderá ser percebida e entendida por algumas pessoas, mas só será sentida de forma semelhante por uma outra futura mãe nas mesmas condições, por ser uma forma muito peculiar e íntima de amor. Neste momento, a expectativa de bem-aventurança no parto que está por acontecer é o que se segue no entrelaço afetivo de mãe e filho.  Neste ponto, o amor de mãe começa a ser mais participado e mais forte que o do pai – inicialmente, um mero assistente - e, também, diferente. Tudo por que, ao natural, o concepto faz mais parte do corpo da matriz que o gerou em uma relação de maior interação física, uma força poderosa.
Na mãe, a experiência do nascimento será uma coisa ímpar; o desenrolar dos meses neonatais, durante a complementação feita à maturação do pequeno ser, a amamentação e a proteção específica, que são atos biológicos. Ao longo desse tempo, vai produzir na mulher um amor protetor, objetivamente responsável pela existência do filho. O que não deve ser surpreendente é que na vida animal estas características são exatamente iguais e, assim, todos os filhotes e todos os filhos seguirão durante um bom tempo ao lado da mãe que os ampara. E, sendo assim, quanto mais novo, mais interdependente para ambos. Nasce assim, um afeto incondicional, o qual é a característica principal do amor materno. E, por toda uma vida, uma mãe vai atender e defender aquilo que foi - fisicamente e que sempre será, psicologicamente - um pedaço de si; em qualquer circunstância de vida, podendo até morrer por ele, se necessário.     
Desta forma, desde a fase inicial e por todo o tempo, é a repetição das emoções por ações em favor de um filho que a fará feliz.
Já o pai, logo no início, assiste a tudo meio de longe e de forma menos participada; nele, é evidente uma inexistente responsabilidade física e, portanto, como nos animais, espera o filho crescer um pouco mais para ensinar-lhe a arte da sobrevivência na selva da vida, da capacitação e liderança entre seus iguais, para ensinar-lhe o aperfeiçoamento da conduta, do comportamento, da moral e da ética, estimulando-lhe os estudos. E, normalmente, passa a almejar que o filho tenha mais venturas e seja mais capaz do que o foi ele (pai).
É baseado nestas expectativas, distintas da mãe, que o pai passa a nutrir pelo filho um amor menos automático e espontâneo, mais provocado; um amor condicionado. Algo assim, como: "Se saíres parecido comigo ou atenderes ao que idealizei para ti, vou te querer mais". Se assim ocorrer, o pai sentirá emoções que desembocam em uma felicidade vinculada ao seu filho e esta é a grande diferença em relação ao amor materno, visto como incondicional.
Quando, um dia, então, chega a idade da independência e os filhos ou filhas passam a caminhar com seus passos decididos, assumindo-se em seu próprio destino. E os pais, que por aproximadas duas décadas, sentiram-se felizes no ato de dar e cobrar, fosse o que fosse, ingressam na idade em que a relação muda, inverte-se e o controle se perde. Restando, então, uma alternativa mental fisiológica e é assim que deve ser: Ser feliz na mesma medida que os filhos o são. E, então, passam a receber.
Mas, nesta questão de felicidade patrocinada pelos filhos, na verdade, descompromissados, quem leva vantagem mesmo são os avós, que aproveitam só o lado bom dos netos, "seus filhos com açúcar". Que quando choram ou ficam chatos, os devolvem!     

* Texto revisado pelo autor

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