Bagé / RS, Segunda-feira, 24 de Junho de 2019
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Edgar Muza | Bagé/RS
Coluna: Política
Perfil: Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Política

O debate cresce com áudios divulgados

A matéria que li no trajeto para o Galeão coloca mais pimenta no mocotó. Abordei o tema no Visão Geral, ao chegar ao aeroporto na viagem de volta para Bagé. Reportagem publicada no site The Intercept Brasil (nunca tinha ouvido falar) aborda diálogo de Sérgio Moro, com os procuradores da Lava Jato. Os comentários de grandes figuras jurídicas me deram a convicção que o “site” merece respeito. Não foi uma pessoa desconhecida que publicou, senão não teria a abrangência que teve. Diria que as repercussões continuarão. O comentarista político Hélio Gaspari, na Folha de são Paulo, abre a coluna com o título: “Moro, pede para sair”. Sinal que o colunista acreditou na veracidade da denúncia. O ministro Marco Aurélio Melo, conhecido por ser polêmico, no mesmo dia declarou: “Eventual ida de Moro para o STF fica enfraquecida”. Outro sinal de que a reportagem tem embasamento e o diálogo existiu. Ele foi mais longe: "As mensagens publicadas não deixam dúvida que houve algo que discrepa da organicidade do Judiciário. O juiz dialoga com as partes no processo, com absoluta publicidade e absoluta transparência. Se admitiria um diálogo com os advogados de defesa? Não. Também não se pode admitir, por melhor que seja o objetivo, não se pode admitir com o Ministério Público”. Outro ministro polêmico, Gilmar Mendes, repetiu o que já havia afirmado quando criticava o uso de delações durante julgamento de denúncias contra políticos do PP. Fez comparação com a denúncia feita contra a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann, baseada em colaborações premiadas: ''Viu-se, posteriormente, que as provas eram as mesmas e que eram imprestáveis para condenação da petista”. E aí foi mais fundo: "Juiz não pode chefiar um procurador”. A mesma linha de Marco Aurélio. Então, a interpretação de um leigo (como eu) é que a matéria publicada e os comentários de especialistas “assinam em baixo” que algo aconteceu. Fundamentado nestes detalhes é que posso me arvorar “a entendido” e opinar: Agora, sim, creio, que o presidente do Supremo, Dias Toffolli, vai colocar em votação pelo plenário do Supremo, a polêmica prisão em segunda instância. O que foi publicado, por ter sido aceito por figuras importantes da imprensa e do Judiciário, mostra que houve “algo de podre no reino da Dinamarca”. Concordam?

A bola da vez é o vazamento de diálogos
O Brasil é um país interessante. Vazamentos estão sempre na mira de quem é “pilhado em possíveis delitos”. Os leitores, que acompanham o noticiário, devem ter se apercebido que tanto Moro quanto os promotores não negam que o diálogo divulgado existiu. Nem poderiam porque as vozes, segundo a grande imprensa, são identificadas por qualquer pessoa. O que está sendo investigado é como o site conseguiu a gravação. Sem comparar, mas já comparando, o fato assemelha-se ao vazamento do diálogo da ex-presidente Dilma, com Lula, anunciando sua nomeação para chefe da Casa Civil. Até hoje ninguém sabe quem vazou. Agora, o vazamento cerceou a possibilidade de Lula continuar com “foro privilegiado” e seu processo foi parar nas mãos de Moro. O resultado todo mundo sabe. Fica a pergunta: Lá não conseguiram provar quem vazou, será que agora conseguirão? Só o tempo pode  esclarecer, ou não, essa dúvida. Tanto um fato quanto o outro, os “analistas” (ou desconfiados?) tentam mostrar quem são os autores dos vazamentos. É a velha política?

Afirmação de Paulo Guedes é bem recebida
Entrevista concedida ontem, dia 12, pelo ministro pode alavancar o crescimento. Como se sabe, o tesouro há um bom tempo abasteceu algumas instituições públicas, entre elas a Caixa. Pois bem, sua dívida anda ao redor de R$ 40 bilhões e ontem mesmo foram repassados R$ 3 bilhões dos 20 programados para este ano. O que afirmou o ministro Guedes, é o que vale para o momento: "Governo utilizará recursos devolvidos por bancos públicos para resgatar dívida pública, que aumentou na contabilidade criativa. As pedaladas acabaram levando a impeachment de presidente". Abatendo a dívida pública diminuirão os juros babilônicos que são pagos atualmente. Ele irá eliminar, gradativamente, empréstimos a juros subsidiados para empresas chamadas de campeões nacionais. “O Brasil virou paraíso dos rentistas e inferno dos investidores”. Conclusão: terminada as barbadas, que eram concedidas para quem ajudasse financeiramente candidaturas da base do governo, a confiança voltará aos investidores. Mais investimentos, mais empregos. Cortar gastos supérfluos também faz parte do jogo. Que assim seja.

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