Bagé / RS, Domingo, 16 de Junho de 2019
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Edgar Muza | Bagé/RS
Coluna: Política
Perfil: Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Política

Mais um denunciado ocupa cargo público

Quando se aproxima uma eleição sempre aparecem denúncias contra possíveis candidatos. Muitas delas via redes sociais. As famosas notícias falsas que, para ficar chique, apelidaram de Fake News. O prefeito do Rio, Crivella, começa seu inferno astral. Além de ser criticado pela sua inoperância na administração pública, o que é natural quando vem da oposição, agora pesa o recebimento de ajuda financeira de R$ 1,5 milhões que Sérgio Cabral teria lhe repassado para conquistar apoio para Eduardo Paes, em 2006. No português bem claro, teria vendido apoio. Isso também não é novidade. Roberto Jefferson detonou com o mensalão, porque não lhe pagaram o que haviam prometido. Ali, para mim, começou a perseguição aos corruptos brasileiros. O prefeito do Rio, para não fugir do tema de hoje, já havia conseguido a antipatia dos carnavalescos cariocas, quando negou parte da ajuda de custo para as escolas de samba. No caso, poderia ter prejudicado a arrecadação “babilônica” que o turismo carnavalesco propicia à Cidade Maravilhosa. É claro que, aumentou sua arrecadação, sem gastar o que estava previsto no orçamento. Usou o argumento politiqueiro, que “não iria tirar dinheiro da Saúde e da Educação para doar ao carnaval”. Aliás, muitas cidades brasileiras assim procederam. Os prefeitos, geralmente, não têm controle sobre o aumento de arrecadação em período de festas. O carnaval mexe com a economia, a tal ponto, que o bolo carioca acrescentou mais de R$ 3 bilhões com o turismo. Pois bem, a Câmara resolveu abrir uma CPI, coisa que só será possível se o prefeito não tiver a maioria. Parece que lá Crivella perdeu. Para trancar o processo, ele chamou Rodrigo Bethlem, que foi secretário de Eduardo Paes enquanto prefeito, inclusive, denunciado “por superfaturar contratos com ONGs”. Ele conhece a área a tal ponto que está ajudando Crivella no convencimento aos vereadores, para que a CPI não seja instaurada. Acho que, se não for acatada a CPI, mesmo assim, a campanha contra o prefeito será muito forte com reflexos na reeleição. Que siga o baile (o baile não pode parar segundo Dr. Abero). Que siga!

A pendenga continua entre os presidentes               
Paulo Guedes, o homem forte em economia no governo Bolsonaro, não se considera apto para assumir a articulação política com a Câmara. Já havia demonstrado sua irritação, quando foi atacado na CCJ. Foi de peito aberto falar sobre as vantagens da reforma da Previdência. A justificativa é curiosa: “Sou animal de combate, mas em economia”. Deixou claro que a política não é com ele, mas a economia sim. Isso ficou patente nos debates que encampou com as bancadas opositoras. Admitiu, outra vez, que é bem possível a modificação de parte do projeto, para atender as bancadas. Como as reformas, segundo ele, beneficiarão estados e municípios, acredita na aprovação. Não o texto original, mas o que está sendo negociado. Nada melhor para amenizar a “pendenga” do que nomear políticos para cargos disponíveis no Executivo. É a prática em vigência. E não seria o governo a “toque de caixa” que mudaria o estado de coisas. E acabou dando um “pitaco” no presidente Jair: "A lei básica é respeitar para ser respeitado. E vale para os dois lados. Se não respeitar o Congresso, o Congresso não vai respeitar. Se o presidente não respeitar a política, a política não vai respeitá-lo. Temos de saber que somos uma coordenação, uma inteligência descentralizada e temos de ter cooperação”.


Rodrigo Maia continua na dele
Ao abjudicar da coordenação que comandava, favorável à aprovação do projeto da Previdência, o presidente da Câmara foi incisivo: “Eu não tenho mais as condições que eu tinha até um mês atrás de ser um articulador político. Posso responder o seguinte: se o governo quiser votar no dia 15 de junho, a reforma da Previdência, a pauta está dada. Se o governo vai ganhar, você pergunta para o ministro Onyx. Eu perdi as condições de cumprir um papel porque fui mal compreendido, parecia que eu estava querendo me beneficiar de uma articulação política. Não serei mulher de malando, ficar apanhando e achar bom”. Kkkkk! E continua a campanha, agora contra sua eleição para presidente da Câmara. Como se sabe, ele nasceu no Chile, quando seu pai, Cesar Maia, fugiu do Brasil na ditadura, para não ser preso. Continuam a “cutucar” fera com vara curta. Ou não?   

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