Bagé / RS, Terça-feira, 23 de Abril de 2019
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Edgar Muza | Bagé/RS
Coluna: Política
Perfil: Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Política

O governo alimenta a inflação

O simples anúncio no Diário Oficial da União já meche no bolso de todo o brasileiro. Após “estudos” foi decidido o aumento do ICMS, sobre remédios e combustíveis. Em cima dele, o que a maioria não se apercebe, vem o efeito cascata e tudo sobe. Para quem necessita de medicamentos, as pessoas com mais idade terão mais dificuldades do que já vem tendo nos últimos anos. Em grande parte são aposentados, cujo salário vem se desvalorizando ano a ano, mês a mês. É claro que, os remédios de uso contínuos são fornecidos pelo governo. Mas é uma relação muito pequena em vista das necessidades. Agora, quem tem que “botar a mão no bolso”, para adquirir os produtos não relacionados como “direito do cidadão”, vai doer. A causa de tudo é exatamente o próprio governo que, na insaciável “fome por dinheiro”, aumenta os impostos. Não existe ser humano que não pague imposto. Ele já vem embutido no preço final de qualquer produto. Mesmo que você “ande a pé”. Tudo que consumimos já está agregado com os impostos. Então, não tem quem escape. Estes aumentos passaram a vigorar no dia 1º de abril (dia nosso, dos bobos). A justificativa, autêntico engana bobo, que as autoridades estão apresentando, é que nas bombas o combustível depende de cada posto. Repassar ou não repassar é decisão do varejista. Não mudou nada. Eles jogam nas costas dos comerciantes a responsabilidade pelos aumentos. Então, criam ambiente hostil entre consumidores e postos. Não vai faltar alguém que tente reclamar nas promotorias, o aumento do combustível. Este filme já passou diversas vezes “no meu cinema”. Algum político, metido a defensor do consumidor, irá protestar nos meios de comunicação contra o aumento. Isso já faz parte de nossa cultura. Quem paga sempre é o varejista que apenas “repassa os custos” para o consumidor. Quem provoca, o governo, fica isento de culpa. Pela proximidade com os donos de postos de combustíveis, fica bem mais fácil a crítica. Ninguém quer saber a causa do aumento. O culpado é sempre “o mordomo” (varejista), segundo o mestre do suspense Alfred Hitchcock. Concordam?

A crise agiliza a criatividade
O cidadão é quem paga pela crise gerada pelas más administrações. Pelo gasto excessivo, desaforado do dinheiro público. Contrastando com o governo que “gasta o que não é dele”, a empresa privada, no primeiro sinal de crise reduz seus gastos. E não precisa ser economista para tomar tal decisão. Reduzida as vendas, reduzido o quadro funcional. Não há nenhum segredo para entender a causa do desemprego ter atingido 13 milhões de brasileiros. E o que fazem os desempregados? Vão morrer de fome ou virar mendigos? Claro que não. Aí entra a criatividade. Este é outro motivo pelas quais a informalidade tem crescido no país. Mas este sistema tem mantido em um patamar aceitável a economia brasileira. O bolo da arrecadação baixou, mas se estabilizou. Os governos, forçados pelas circunstâncias, estão tentando fazer a sua parte: diminuir a máquina. Não há outra maneira de sobrevivência. Pois bem e não se diga que o trabalho informal não paga imposto. Paga, sim. Tudo o que consumir já traz embutido a parte dos governos. O trabalhador informal só não desconta previdência e fundo de garantia. Para reforçar o que estamos abordando, que não é de hoje, chegue na universidade da Sete e comprove quantos vendedores de todo o tipo de produto, estão trabalhando para levar o alimento para a família. Mas a moda dos últimos tempos é o tal de “delivery”. Se os leitores acessarem as redes sociais, notarão a quantidade de produtos dos mais variados sendo oferecidos. E o que é mais importante, terceirizam a entrega. É venda à vista. O entregador recebe a parte e está também trabalhando na informalidade. O mercado se mobiliza e dá continuidade à vida. Quem quer trabalhar usa a criatividade e trabalha. Pois bem, estas pessoas desempregadas produzem em casa, sem despesa extra, os produtos a serem negociados. Do lucro se sustentam. Alguns com mais capacidade de criação, estão em posições estáveis financeiramente. Nem sei se aparecer algum emprego dentro da especialidade, eles largarão o que fazem hoje para voltar a ser empregado com carteira assinada. Este tema veio à minha mente após ler uma manchete que diz tudo: “Supermercados apostam no delivery”. Serviços de entrega se tornam peças-chaves de expansão de redes. Portanto, a criatividade gerada pela crise, é seguida pelos grandes empresários. É aquilo que tenho enfatizado: Não precisa ajudar, basta não atrapalhar. Deixem o mercado livre. Ele se regula. Certo ou não?        

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