Bagé / RS, Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2019
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Edgar Muza | Bagé/RS
Coluna: Política
Perfil: Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Política

Estados querem negociar reforma

Tudo na vida não se consegue sem trabalho. Os governos que se estabeleceram agora aproveitam a oportunidade para também negociar suas dívidas. Alguns governadores são explícitos. É o que se depreende da matéria publicada, ontem, no CB, tendo como fonte o Estadão. A manchete é incisiva, leiam: "Estados pedem ajuda para apoiar a reforma da Previdência”. É claro que a velha frase “é dando que se recebe”, creio que bíblica, foi reativada pelo Roberto Jefferson, que acabou detonando o mensalão. Aliás, detonou todo o processo que se desenvolveu posteriormente, que está combatendo fortemente a corrupção. Os governadores tentam condicionar seu apoio à reforma da Previdência a novo auxílio financeiro federal. Com algumas exceções, grande parte dos governadores eleitos, são “marinheiros” de primeira viagem e pegaram o barco afundando. Salvam-se quatro ou cinco estados que tiveram gestão forte e não entraram em parafuso. Portanto, deixaram o governo com certo equilíbrio nas finanças. Mas a maioria gastou o que tinha e o que não tinha, inchando a máquina dos estados. Não moveram um dedo para diminuir a máquina e a dívida pública. Contudo, não adianta fazer pressão. Dinheiro não há em lugar nenhum. A única exceção são os estados que têm crédito da Lei Kandir. Estes, sim, podem negociar propondo “encontro de contas”. É o caso do Rio Grande do Sul. Os demais, se não diminuírem seus gastos com a máquina, nada conseguirão com a União. Mas o direito de fazer pressão no sentido de ajudar na aprovação das reformas, principalmente a da previdência, já está sendo usado. Como se sabe, o governo Bolsonaro quer o apoio dos governadores. Eles teriam condições de mobilizar suas bancadas. Já obteve uma grande vitória, ao eleger os presidentes da Câmara e do Senado. Mas só eles não têm condições de aprovar o que o governo quer. Então, o balcão de negócios começa a funcionar. A reportagem traz declarações de alguns governadores que deixa bem claro o objetivo da mobilização. Deram recado à equipe econômica chefiada por Paulo Guedes. Foram claros: “o apoio à reforma vai implicar o atendimento de demandas regionais, como perdão ou renegociação da dívida”. Rodrigo Maia, após ser eleito presidente da Câmara, foi direto ao tema: "precisamos modernizar as leis, simplificá-las. E precisamos comandar as reformas de forma pactuada junto com todos os governadores, prefeitos e partidos políticos. Nada vai avançar se não trouxermos para o debate aqueles que estão sofrendo pela inviabilização do Estado. "O governador Ronaldo Caiado, que também é do DEM (mesmo partido que vai dirigir a Câmara e o Senado) e ocupa a Casa Civil com Onyx Lorenzoni, foi muito claro e objetivo: “para ter apoio dos governadores é fundamental que a União dê fôlego aos estados para que "possam respirar". Que o ministro Paulo Guedes nos dê oportunidade de abrir uma válvula de empréstimo, podendo avalizar esses governantes que chegaram agora. O governante vira gestor de massa falida: hospitais fechados, sem dinheiro para deslocar as viaturas e pagar os salários de professores. A gente se esforça, mas não tem como sair". Para começo de conversa os governadores terão que diminuir a máquina pública. Isso implica em não “ocupar” todos os cargos disponíveis. O tamanho do estado tem que se enquadrar “no mínimo necessário”. Para tal, o governo central está dando o exemplo. Já fontes da equipe econômica, a questão dos estados é complicada por causa do alto volume de contas deixado pelas administrações anteriores e pela falta de dinheiro em caixa. O time de Guedes esta aconselhando os governadores: a controlar os orçamentos dos poderes, Legislativo e Judiciário. Não sei como farão isso. Ninguém quer perder recursos. Mas o governo central está tentando dar o exemplo. Senão, vejamos:     

Governo corta 21 mil cargos comissionados 
Enxugar a máquina é um bom começo. Diminuir Ministérios foi uma boa decisão. Tinha Ministérios que só possuíam orçamento e gastavam. Não produziam nada, além do gasto. A mesma coisa deve estar acontecendo nos estados. Na União entre CCs, aluguéis de edifício para abrigar Ministérios, serão economizados R$ 300 milhões por ano. Agora, é economia de guerra. É o “passe” livre que terão os estados para negociar com a União. Os leitores já viram que é uma negociação difícil. Os estados querem recursos, mas não existe dinheiro disponível. Então, terão que encontrar um denominador comum. Quem enquadrar a despesa na receita, levará vantagem. Não há outra solução. Viagens, diárias, carro oficial só para serviços essenciais. A Saúde é uma delas. Tá! 

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