Bagé / RS, Domingo, 16 de Junho de 2019
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Edgar Muza | Bagé/RS
Coluna: Política
Perfil: Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Política

QUEM NÃO SEGUIR AS REGRAS ESTÁ FORA

Embora a política seja a base de tudo, o que se nota no atual governo da União é exatamente o oposto de governos anteriores. A perseguição por um objetivo, tentar sanar as finanças do país, está sendo seguida em todos os sentidos. Concordemos ou não com a maneira pelas quais estão sendo conduzidas as negociações. Aí já entra a velha rixa “oposição x situação”. O governo Bolsonaro não está arrefecendo na luta para conseguir implantar seu projeto de governo que tem por base a diminuição da máquina e do gasto público. Para tal, não tem conversa: “escreveu, não leu, o pau comeu”. Eu não lembro, pode até ter acontecido, de um homem público ser exonerado de suas funções em menos de uma semana após ser nomeado. Os leitores lembram? Alex Carreiro, nomeado, dia 3 de janeiro, para a presidência da Apex (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos), ligada ao Ministério de Relações Exteriores, tomou uma decisão sem sequer comunicar ao ministro Ernesto Araújo. Se ele quis mostrar forças, caiu do cavalo. Quatro dias após ser nomeado, encheu a camisa de vento, demitiu 17 funcionários e convocou 11 pessoas aprovadas no concurso público realizado em dezembro passado. O governo havia dado liberdade para os ministros demitirem os CCs e contratados, coisa que aconteceu na primeira semana, causando a demissão de quatro mil funcionários pela Casa Civil. Acontece que o demitido, ex- presidente da Apex não é ministro da área. Quis mostrar força, ao passar por cima do ministro, mas acabou bailando. Já foi nomeado outro presidente, o embaixador Mário Vilalva. Vai servir como advertência aos demais componentes do governo. Deve ter surpreendido os “políticos de carreira”. O importante é que, segundo declarou o presidente demitido, sua decisão resultaria em economia de R$ 6 milhões por ano. A conferir se será mantida pelo ministro. Afinal de contas, diminuir a máquina e o gasto público é uma das metas do atual governo. No que penso, está certo. Concordam. 
 
EQUIPE ECONÔMICA USA PENTE-FINO NOS GASTOS
Muitas vezes, neste espaço, foi abordado o babilônico gasto com aluguéis, nem sempre ocupados por órgãos da União. Durante a transição, o governo atual fez muitas consultas, para saber onde encontraria um “terreno minado”. O Tribunal de Contas da União revelou para a equipe que certos “órgãos do governo pagariam, em menos de três anos, o valor relativo ao imóvel construído”. Agora, ficou tudo nas mãos do ministro Paulo Guedes. Ele está passando pente-fino em todos os contratos de locação. Já imaginaram uma coisa deste tipo na iniciativa privada? Não tem como imaginar. Isso só acontece quando o “dinheiro não é dos dirigentes políticos”. Do próprio bolso ninguém tomaria uma decisão deste tipo. Agora, como o dinheiro é nosso, que pagamos impostos, vale tudo. Dá para desconfiar (só desconfiar?) que alguém levou alguns pilas para aceitar aluguéis acima do mercado. Não é?
         
A INFLAÇÃO É CAUSADA PELOS GOVERNOS
É um tema que sempre abordo, porque é a realidade. A inflação tem como causa maior os impostos que incidem sobre os produtos. Muitas vezes, foi enfatizado que os produtos custam mais caro, pela incidência de impostos. Aqui governo nenhum escapa. Têm impostos federais formando um bolo, que parte deles vai para os estados e municípios. Há os impostos estaduais e os municipais. Os governos vivem de impostos. Então, quando sobe o combustível, a maior parcela é dos entes federativos. Entretanto, por isso mesmo, os estados e municípios não gritam. Eles levam parte do bolo. A parte que deveria ser atacada é o inchaço da máquina pública. É que chegamos no fundo do poço. Ou diminui o gasto público ou os estados e municípios sucumbem. Aliás, muitos já sucumbiram. Pois bem, na imprensa só o que se lê é o choro dos governadores, inclusive, indo de chapéu na mão pedir recursos ao governo central.  Porém, o Brasil também está “sem caixa”. É a hora de todos diminuírem a máquina pública. Ontem, li uma matéria divulgada pela imprensa, mostrando quem é o verdadeiro culpado pela inflação. Leiam:

NA CONTA DE LUZ 47%  SÃO IMPOSTOS
Para se ter uma ideia, de cada R$ 100 que pagamos pela conta de energia elétrica, R$ 47 vão para o governo central, estados e municípios. Isso não causa inflação? O bolo diminuiu porque a crise ensinou o brasileiro a consumir, buscando menor preço. Não por decisão governamental que aumentou combustível e energia elétrica. Isso, ao contrário, só trancou a “deflação” que seria tão, ou mais, danosa que a inflação. Ninguém quis diminuir a máquina pública. Agora, é diferente. Ou vai ou racha. Está indo. Certo?    

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