Bagé / RS, Sábado, 23 de Maro de 2019
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Edgar Muza | Bagé/RS
Coluna: Política
Perfil: Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Política

A politicagem está sendo combatida

É a visão que tenho das decisões iniciais do atual governo. É claro, até agora, todas têm sido em relação à máquina pública. E aqui vai mais um detalhe que sempre enfatizei em meus comentários, inclusive, os leitores são testemunhas. Para que tantos ministérios? Para que tantas secretarias estaduais e municipais? Usei como argumentos as obras públicas que, no passado, eram realizadas por funcionários de quadro, mas, hoje, são terceirizadas. Licitações são realizadas para todo o tipo de obra. Ganha sempre o menor preço. Se diga de passagem que, embora alguns defeitos apresentados no edital, é o melhor modelo. Ou o menos ruim. Então, para que serve o inchaço da máquina pública? Para abrigar os parceiros políticos. Pois bem, o governo atual está demitindo, em massa, os não concursados, ditos contratos emergências e CCs. Só na semana passada, o Diário Oficial publicou a exoneração de quase quatro mil assessores. Muitos vinculados a ministérios extintos. Segundo matéria que li no CB, apenas começou. Mais gente vai cair fora do governo. A decisão é para deixar a administração pública federal enxuta. Enxugamento da máquina pública é primordial para combater o gasto. E aí, só aí, poderá sobrar alguns pilas para investimento tão necessário ao crescimento da economia. Contudo, tem os defensores da ideia de que isso vai aumentar o desemprego. Não se lembram que, ao investir nos projetos de infraestrutura, estará incentivando a iniciativa privada a crescer, ocasionando o aumento de vagas de trabalho. Esta decisão do governo Jair Bolsonaro vai obrigar os estados e municípios a procederem da mesma maneira. E aqui vai levantamento que foi publicado pelo site Contas Abertas, que mostra a situação de penúria em que se encontram os estados brasileiros, porém, a maioria devido ao inchaço da máquina pública. Quem não se enquadrar não vai ter auxílio federal. Ou vai ou racha. Leiam:

Apenas seis estados devem superar recessão
É muito pouco, mas é o começo. Os desmandos praticados por gestões politiqueiras estão prestes a ter fim. Os estados em apreço são os seguintes: Pará, Roraima, Mato Grosso, Santa Catarina, Rondônia e Mato Grosso do Sul. Estes devem superar a recessão até o final de 2019. É claro que não devemos esquecer dos governadores destes estados que administraram a crise e deixaram uma boa herança aos que assumiram agora. Principalmente os que foram reeleitos. Porém, o restante dos estados brasileiros terá dificuldade para recuperar o tempo perdido pelos seus antecessores. Vai depender da gestão, cujo objetivo maior é diminuir o gasto público. Contudo, para que isso aconteça, terão que cortar gastos supérfluos e reduzir a folha de pagamento. A maioria deles ultrapassaram o limite de 60% previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Agora, se a economia reagir e conseguir que o desemprego diminua, a arrecadação tende a crescer. Aí sim, o percentual de comprometimento com a folha também baixará. Não há nenhum cálculo fora do contesto. É a balança que tende a favorecer que tem projeto de governo e não de partido. Os novos dirigentes terão que “apertar o cinto, senão a calça cai”. Ainda mais forçados por decisões do governo central que dá o exemplo. Pelo menos até agora. Portanto, estados e municípios que se cuidem. Se quiseram algo do governo central deverão se enquadrar no controle do gasto público. Salutar para a economia. Ou não?

Em sua equipe, Bolsonaro inclui Joaquim Levy
Por que isso me chama a atenção? Eis a pergunta que poderia ser formulada pelos leitores. A resposta é simples: o indicado participou de governos, como o de Sérgio Cabral, no Rio, de Fernando Henrique Cardoso e Dilma Rousseff. Fui buscar informações sobre Levy. Ele foi vice-presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento e diretor financeiro do Banco Mundial. Então, tecnicamente falando, encaixa perfeitamente na equipe econômica montada por Paulo Guedes. Segue, portanto, tudo o que Bolsonaro tem afirmado: sua equipe econômica será essencialmente técnica. Pelo visto é o que está acontecendo. Qual o resultado de tudo isso? “Com o andar da carroça veremos se as melancias se acomodam”. Aliás, se elas se acomodarem todos ganham. O brasileiro que terá aberto o mercado de trabalho; o governo que arrecadará mais. Por extensão os estados e municípios, que é onde tudo acontece, também aumentarão sua arrecadação. Máquina pública enxuta é indicação de crescimento.  

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