Bagé / RS, Domingo, 16 de Junho de 2019
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Edgar Muza | Bagé/RS
Coluna: Política
Perfil: Radialista, comentarista de política e de notícias de geral. Liderança reconhecida nas áreas de saúde e de Carnaval.
Política

Uma coisa é ser bodoque, outra ser vidraça

Todo o governo que assume, mesmo sendo o preferido por grande maioria do eleitorado, de certa forma, se torna a bola da vez. Tem que dar de exemplo. Todas as decisões que toma são seguidas por uma fiscalização ferrenha dos opositores. Mas isso não é somente agora. Quantas vezes os leitores, após volta à democracia, escutaram opiniões contrárias sobre projetos do governo, criticando fortemente. Alguns até, considerados viúvas da ditadura, usaram jargões, como, por exemplo, “eu era feliz e não sabia”, referindo-se ao regime ditatorial. Todos, sem exceção, foram criticados nos primeiros dias de governo. Então, as notícias “frias” das redes sociais, proliferam rapidamente. A imprensa dá respaldo até mesmo ao informar que o que foi dito não tem fundamento. Taxando de “mentira ou verdade”. Agora, portanto, chegou a vez de Bolsonaro tornar-se vidraça. A tal ponto chegou nos primeiros dias de seu governo que dá para imaginar o que vai acontecer daqui para a frente. Na quinta feira, dia 3, deparei-me com a seguinte manchete: “Notícia falsa atribui fim do carnaval e de paradas LGBT a Bolsonaro”. Mas que coisa ridícula! Pensei em deixar passar, mas não consegui. Aqui não vai nenhum elogio a quem quer que seja. O simples fato de ter declarado “que a Lei Rouanet seria democratizada” já causou alvoroço nas hostes privilegiadas. E olha que a declaração foi de Osmar Terra e não do presidente da República. O que vem a ser “democratizar”? Para mim, é deixar de patrocinar grandes eventos com nosso dinheiro. Dividir as verbas disponíveis para muitos acontecimentos culturais realizados em todo o Brasil. Não centralizar num determinado seguimento e muito menos entregar os recursos disponíveis para os “cartéis” de promotores culturais centralizados, a maioria, nas grandes cidades. Principalmente que estes eventos, mesmo considerados culturais, têm por trás “grandes padrinhos”, na maioria políticos com cargos legislativos. Então, concluo, se o carnaval e a parada LGBT estão dentro da democratização, serão ou não, aprovadas. Isso não quer dizer que serão proibidas. Não tem governo que possa “proibir” qualquer tipo de manifestação “ordeira”. Agora, as quebradeiras que já aconteceram no passado não tão distante, essas sim serão reprimidas, até mesmo com uso da força, se necessário. O que mais me interessa é justamente o carnaval. Essa é uma das maiores expressões da cultura popular. Até hoje, que eu saiba, nunca teve dificuldade de provar a aplicação de recursos públicos. Estou falando no carnaval dos grandes centros. É fácil de comprovar, mesmo sem documentos, que o dinheiro público não foi desviado do projeto. Portanto, o carnaval não foi e nem será proibido. Nenhuma manifestação pública pode ser proibida. Mesmo de protestos. É o que diz a Constituição. Mas tudo tem suas regras. Cumpridas as exigências da lei, terá direito a segurança estatal. A exceção são as quebradeiras. Certo?
  O carnaval brasileiro sofre com a crise 
Os noticiários que acompanho de equipes especializadas em Carnaval, dão conta que as alegorias estão um tanto atrasadas por falta de recursos oficiais. No Rio, porque o governo municipal não repassou na data combinada o que foi conveniado. Em São Paulo, pela saída do prefeito (Doria) para concorrer a governador, teria atrasado algumas obras de infraestrutura. E aqui vai uma análise sobre fatos. As duas capitais são as maiores em atrair os turistas. Mais o Rio, pela fama que já conquistou no exterior. Então, o governo tem o maior interesse, ou deveria ter, em liberar recursos a um evento que gera impostos por meio do turismo. Os hotéis já estão com suas reservas esgotadas. Restaurantes e comércio em geral têm no turismo carnavalesco uma forte fonte de renda. Vendem tudo que colocam à disposição. O governo Municipal sabe, que mesmo que não auxilie as entidades carnavalescas, a festa será realizada. As escolas de Samba geram emprego e impostos o ano inteiro. Então, o carnaval está garantido, não tem com que se preocupar. Já nas pequenas cidades deste Brasil, a falta de recursos públicos tem inviabilizado o carnaval. As entidades, com raras exceções, não se preocupam em trabalhar o ano inteiro. Preferem depender do poder público. Isso terá que mudar para evitar que o carnavalesco acabe perdendo a vontade e a paixão pelas cores da bandeira de sua entidade. É o que está acontecendo em Bagé. Infelizmente. Concordam ou não?                      

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